- Proposta cria uma modalidade de Permissão para Dirigir (PPD) para adolescentes entre dezesseis e dezoito anos, com regras: circulação apenas em vias urbanas, entre cinco da manhã e meia-noite, sempre com supervisão de um motorista maior de idade com pelo menos dois anos de habilitação.
- Jovens poderiam dirigir carros das categorias A e B e motos até cento e cinquenta cilindradas, conforme as restrições da nova PPD.
- O texto inclui regras para carros autônomos e semi autônomos, buscando criar base legal para veículos com sistemas avançados de assistência à condução e condução automatizada.
- Formação de condutores passa a exigir cinco horas-aula práticas mínimas para as categorias A e B, com possibilidade de aulas em Escolas de Trânsito credenciadas e manutenção de instrutores autônomos sob regras de segurança.
- Exame psicológico passa a ser exigido em todas as renovações; há prontuário nacional de avaliações, teto nacional para taxas administrativas, emissão automática e gratuita da CNH definitiva após o período probatório sem infrações, e ampliação de programas de CNH Social.
- A proposta ainda precisa ser aprovada pela comissão especial da Câmara dos Deputados e, se avançar, seguirá no Congresso; até lá, permanecem as regras atuais.
A proposta em debate amplia regras para obtenção e renovação da CNH e atualiza o Código de Trânsito para novas tecnologias. O foco está em formação de condutores, avaliação de saúde e integração de veículos autônomos. O texto ainda não vale e precisa passar pela Câmara.
Entre as novidades, surge uma modalidade de Permissão para Dirigir (PPD) para adolescentes entre 16 e 18 anos. Pessoas nessa faixa poderiam dirigir veículos das categorias A e B com restrições. Em carros, circulação apenas em vias urbanas, entre 5h e meia-noite, com supervisão de motorista maior de idade há pelo menos dois anos.
Para motocicletas, a autorização ficaria restrita a modelos de até 150 cilindradas. A ideia é permitir formação gradual e supervisionada, inspirada em modelos adotados em outros países, segundo o relatório da comissão.
CNH para adolescentes e formação gradual
A proposta também prevê que a carga horária mínima de aulas práticas para categorias A e B passe a ser cinco horas. Hoje, a regra varia entre dois e 20 horários, conforme o tipo de prova. A mudança quer incorporar esse mínimo na legislação federal.
Aulas práticas e exames poderiam ocorrer em Escolas de Trânsito credenciadas, desde que com auditoria e fiscalização. Instrutores autônomos permaneceriam autorizados, desde que cumpram requisitos de segurança, como veículos com duplo comando.
Veículos autônomos e novas regras de mobilidade
Outra linha estabelece regras para veículos autônomos e semiautônomos. O CTB não trata claramente desses modelos hoje. A proposta busca criar base legal para circulação de sistemas avançados de assistência à condução e de condução automatizada.
O texto também atualiza regras para bicicletas elétricas e dispositivos de mobilidade individual, acompanhando o avanço de novas formas de deslocamento no país.
Exames, custos e CNH Social
Um prontuário nacional seria criado para avaliações médicas e psicológicas dos condutores, com compartilhamento de informações entre estados. A ideia é facilitar a identificação de restrições indicadas nos exames.
A renovação da CNH passaria a exigir avaliação psicológica em todos os casos, não apenas na primeira habilitação. Além disso, o relatório prevê teto nacional para taxas administrativas da habilitação.
Outras mudanças
O projeto prevê emissão automática e gratuita da CNH definitiva para condutores que concluírem o período probatório sem infrações impeditivas. Também reforça programas de CNH Social para ampliar o acesso de pessoas de baixa renda.
O texto atualiza o conjunto de regras para facilitar a formação e a fiscalização, mantendo o foco na segurança viária e na adaptação às novas tecnologias.
Proposta ainda precisa ser aprovada
Nenhuma mudança entra em vigor sem aprovação. O relatório será debatido pela comissão especial da Câmara dos Deputados e, se aprovado, seguirá para as próximas etapas do Congresso. As regras atuais permanecem em vigor.
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