- A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou moção de repúdio às declarações de Lula sobre traidores da pátria, nesta terça-feira, dezesseis de junho.
- O requerimento foi apresentado pelo deputado Capitão Alden e critica a defesa de enforcamento como punição a traidores.
- As falas citadas ocorreram no dia dois de junho e atingiram o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência.
- Também foi protocolada, nesta terça, moção de repúdio contra Lula pela fala feita no Conselhão, no dia dez de junho, sobre a atuação de delegados.
- Entidades associadas à segurança pública repudiaram as falas, entre elas a Frente Parlamentar da Segurança Pública e a Adepol, que ressaltaram procedimentos legais envolvendo delegacias e a atuação de policiais.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou uma moção de repúdio às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre traidores da pátria. O requerimento foi apresentado pelo deputado Capitão Alden (PL-BA) e cita o enforcamento como punição mencionada pelo presidente.
As falas, proferidas no dia 2 de junho, tinham como alvo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Lula havia dito que adversários políticos não poderiam ser tratados como inimigos da nação nem associados a punições extremas. A declaração ocorreu após reunião com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
A moção critica também a relação entre o discurso do que chamou de governo do amor e o tom das palavras sobre traidores. O texto aponta contradição entre a avaliação pública e a postura anunciada pela administração.
Repercussões e desdobramentos
Além da moção de Alden, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição, protocolou outra moção de repúdio na mesma comissão. O alvo são falas proferidas pelo presidente durante o Conselhão, em 10 de junho, sobre a sensação de insegurança da população ao buscar delegacias.
A deputada Frente Parlamentar da Segurança Pública, liderada por Alberto Fraga, também divulgou nota reiterando repúdio a ataques à honra de policiais civis. A Adepol lançou posicionamento, destacando que a apreensão de celulares em delegacias segue procedimentos legais sob fiscalização do Judiciário e do Ministério Público.
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