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PGR defende condenação de Bolsonaro e se opõe a revisão criminal

PGR defende manutenção da condenação de Jair Bolsonaro e rejeita pedido de revisão criminal, apontando robustez do conjunto probatório

Procurador-geral da República, Paulo Gonet — Foto: Gustavo Moreno/STF
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  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi contra a revisão criminal apresentada pela defesa de Jair Bolsonaro no STF.
  • O parecer, enviado ao ministro Nunes Marques, sustenta que a condenação a 27 anos e três meses permanece hígida e fundamentada em robusto conjunto probatório.
  • A defesa sustenta nulidades processuais, incluindo alegada incompetência da Primeira Turma para julgar o caso e irregularidades na produção de provas, pedindo a absolvição.
  • Gonet afirma que as teses apresentadas não apresentam ineditismo suficiente para desconstruir o pronunciamento definitivo do tribunal.
  • O texto reforça que o Supremo atuou com exame detalhado e cita evidências de organização criminosa ligada a Bolsonaro, além de mencionar a delação de Mauro Cid e questionamentos sobre o trânsito em julgado.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, opinou nesta terça-feira (16) contra o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro. O parecer foi encaminhado ao relator do caso no STF, o ministro Nunes Marques. A revisão criminal busca desconstituir decisão definitiva da Justiça.

Segundo Gonet, o pedido não apresenta novidade suficiente para justificar a desconstrução do pronunciamento definitivo da Primeira Turma do STF. O parecer sustenta que a condenação a 27 anos e três meses de prisão tem base em um conjunto probatório robusto.

A defesa de Bolsonaro alega nulidades na tramitação, inconsistências na produção de provas e cerceamento de defesa. Também questiona a competência da Primeira Turma para julgar o caso, bem como supostas irregularidades processuais e a delação de Mauro Cid.

Pedido de revisão criminal

O pedido, protocolado em maio, contesta a delação de Mauro Cid, afirmando que a colaboração não foi voluntária. A defesa também critica a suposta ampliação ilegal dos tipos penais de golpe de Estado e a decretação do trânsito em julgado sem análise adequada de recursos.

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