- A senadora Dra. Eudócia protocolou requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar fraudes no crédito consignado do INSS envolvendo o Banco Master e o Banco BMG, com 29 assinaturas de nove partidos.
- O texto cita irregularidades como concessão de crédito sem transparência, averbações indevidas, uso abusivo de correspondentes, venda casada de produtos financeiros e descontos não autorizados.
- O documento mencionou o histórico do Banco BMG em investigações sobre consignado desde 2004, com referências ao Tribunal de Contas da União, à Controladoria-Geral da União e ao Supremo Tribunal Federal, além da Operação Compliance Zero sobre o Master e Daniel Vorcaro.
- A justificativa usa relatórios de auditoria, investigações da Polícia Federal e conclusões da CPMI do INSS para sustentar indícios de um esquema estrutural de exploração de aposentados.
- A CPI tem 11 titulares, 7 suplentes, prazo de 130 dias e teto de gasto de R$ 200 mil; Dra. Eudócia também apresentou notícia-crime para desarquivar investigações contra o BMG e o INSS.
A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) protocolou nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, um requerimento para criar uma CPI para investigar possíveis fraudes no crédito consignado do INSS envolvendo o Banco Master e o Banco BMG. A iniciativa já reúne 29 assinaturas de deputados de nove partidos.
O documento aponta indícios de irregularidades na concessão de crédito sem transparência, averbações indevidas, uso abusivo de correspondentes bancários, venda casada de produtos e descontos não autorizados. Também cita possíveis atos de assédio e vazamento de dados.
Segundo a senadora, há ligações entre o esquema envolvendo o INSS, o Master e o BMG. Ela afirma que a fraude envolve uma exposição de aposentados e pensionistas a práticas financeiras indevidas, com referências a auditorias, investigações da PF e à CPMI do INSS.
Contexto histórico
O requerimento cita investigações antigas que envolveram o BMG na expansão do consignado desde 2004, com menções a órgãos como TCU, CGU e STF. A menção alimenta a percepção de padrão repetido de falhas no setor, segundo o documento.
Desdobramentos legais e institucionais
A CPMI pretendida prevê 11 titulares e 7 suplentes, com prazo de 130 dias para concluir os trabalhos. O projeto de lei de criação da comissão também estabelece gasto máximo de 200 mil reais para a realização das diligências. A iniciativa aguarda leitura em plenário.
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