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Como atuavam os grupos A Turma e Os Meninos de Vorcaro

PF aponta dois núcleos, A Turma e Os Meninos, atuando com intimidação, espionagem e ataques cibernéticos sob coordenação de aliados de Vorcaro

Um dos grupos é apontado pelos investigadores como uma espécie de "milícia pessoal" a serviço de Vorcaro - (crédito: Valdo Virgo/CB)
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  • A Polícia Federal aponta dois núcleos envolvendo Daniel Vorcaro: A Turma, liderada por Vorcaro e gerida por Sicário, e Os Meninos, grupo de hackers sob comando central.
  • A Turma atuava em ameaças, intimidações, monitoramento de alvos e invasão de sistemas governamentais para obter informações sigilosas.
  • O grupo contava com integrantes no Rio de Janeiro e tinha apoio familiar, incluindo o pai de Vorcaro, que atuava como solicitador e operador financeiro.
  • Os Meninos faziam operações de engenharia social e ataques cibernéticos para derrubar perfis, monitorar jornalistas e empresários, e abrir acesso remoto a dispositivos.
  • A PF aponta pagamentos mensais de até R$ 400 mil aos membros e descreve esquemas de cooperação entre os núcleos para acompanhar investigações e influenciar ações judiciais.

O relatório da Polícia Federal detalha a atuação de dois núcleos criminosos ligados a Daniel Vorcaro: A Turma e Os Meninos. Eles teriam promovido intimidação, espionagem, invasão de sistemas, monitoramento de alvos e ataques cibernéticos contra desafetos e alvos institucionais. A apuração aponta coordenação de aliados de Vorcaro para executar as ações.

Segundo a PF, o núcleo A Turma era controlado por Vorcaro e gerenciado por Felipe Mourão, conhecido como Sicário. O pai de Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, aparecia como solicitador e beneficiário, além de operador financeiro dos pagamentos. O grupo realizava monitoramento de alvos e obtenção de informações sigilosas.

A Turma também seria responsável por ações de intimidação e por facilitar intervenções físicas. Havia presença de integrantes com atuação regional, inclusive no Rio de Janeiro, sob suspeita de ligações com milícia e polícia.

A Turma

Entre os episódios citados, membros teriam se deslocado para Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, para ameaçar o comandante Luis Felipe Woyceichoski e o ex-chefe de cozinha Leandro Garcia. A PF aponta ainda acessos ilegais a sistemas restritos, como ePol, SISCART e Aptus do Ministério Público Federal.

A organização seria composta por cerca de 6 pessoas, com indícios de ligação com policiais federais. O núcleo contou com o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, apontado como líder operacional, e com Manoel Mendes Rodrigues, Sebastião Monteiro Júnior e Anderson Wander da Silva Lima, entre outros.

Membros recebiam pagamentos mensais que, segundo a PF, chegariam a R$ 400 mil, divididos entre participantes e operacionalizados por Henrique Moura Vorcaro. Registros indicam uso de códigos de polícia, como a expressão QAP, para sinalizar prontidão.

Reuniões presenciais e chamadas internacionais eram preferidas para reduzir riscos de rastreamento. O grupo também contava com um braço atuante no Rio de Janeiro, com suspeitas de operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais.

Os Meninos

O segundo núcleo, Os Meninos, era dirigido por Sicário e reunia hackers. Eles atuariam em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento ilegal de telefones e dispositivos.

Os investigadores afirmam que a engenharia social era empregada para comprometer aparelhos de jornalistas e empresários. Links maliciosos disfarçados de convites para reuniões de trabalho permitiam acesso remoto aos dispositivos das vítimas.

A PF atribui a Os Meninos a coordenação de campanhas para derrubar perfis em redes sociais e remover conteúdos desfavoráveis a Vorcaro ou ao Banco Master. Entre os alvos estavam plataformas restritas acessadas por autoridades.

Além de David Henrique Alves, integra o núcleo Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos. Victor Lima Sedlmaier, com conhecimento em desenvolvimento de software e IA, também figura entre os investigados. O comando central seria ligado a Felipe Mourão.

Durante as diligências, a PF afirma que David Henrique Alves fugiu com diversos computadores, na tentativa de apagar provas relacionadas às atividades investigadas. As informações constam do relatório acessado pelo Correio.

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