- O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) é o relator do projeto sobre IA na Câmara e afirma que o Estado deve prestar um serviço melhor que o setor privado.
- Ele sustenta que soberania e governança caminham junto com decisões de investimento em IA, não apenas com a tecnologia.
- Ribeiro ressaltou a necessidade de olhar para o orçamento público e para a transformação digital para tornar o Estado mais eficiente, com remuneração maior para servidores.
- A falta de profissionais qualificados foi apontada como principal dificuldade para a modernização do serviço público.
- O parlamentar citou a experiência como ministro das Cidades para exemplificar dificuldades de contratação de especialistas, especialmente em mobilidade urbana, por salários menores.
O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) afirma que o debate sobre o uso da IA pelo Estado depende da evolução do serviço público como um todo, não apenas da tecnologia em si. Ele diz que é preciso uma compreensão humana da governança para cuidar do tema.
Ribeiro é relator da proposta sobre inteligência artificial em tramitação na Câmara dos Deputados. Em sua visão, o Estado tem a obrigação de oferecer um serviço superior ao do setor privado, assegurando soberania e eficiência na gestão pública.
O posicionamento foi apresentado durante a 7ª edição do Brasília Summit, promovido pelo Lide e pelo Correio Braziliense. O evento ocorreu no Hotel Brasília Palace na manhã desta quarta-feira, 17/6.
Ele defende olhar atento para o orçamento público e para a transformação digital, com foco em eficiência do Estado e remuneração adequada aos servidores. A ideia é tornar o Estado menor, mas mais eficaz, fortalecendo a qualidade dos serviços.
Ribeiro ressaltou ainda a falta de profissionais qualificados para ocupar posições estratégicas. Em experiência anterior como ministro das Cidades, ele relatou dificuldades para contratar especialistas de alto nível, citando a mobilidade urbana como exemplo.
Desafios e próximos passos
O relator destacou que a transformação depende de governança, investimento e atratividade do serviço público. Segundo ele, sem atratividade, permanecerá a dificuldade de atrair talentos para enfrentar a inovação e as demandas da IA.
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