- O professor Joaquim Caeiro, da Universidade de Lisboa, afirmou no 7º Brasília Summit que a IA pode aumentar a eficiência da administração pública se for usada para gerar valor público e fundamentar decisões em dados.
- Ele destacou que a eficiência é um resultado institucional, não um atributo intrínseco da tecnologia.
- Dados apresentados mostram que 71% dos europeus já usam plataformas digitais de órgãos públicos; 32% da população europeia deve usar IA generativa em 2025; entre jovens, o índice chega a 63%.
- A adoção da IA ocorre em meio à pressão por serviços mais eficientes e pela necessidade de produzir mais com recursos limitados.
- O uso adequado demanda conhecimento técnico e orientações precisas, pois ferramentas generativas podem gerar respostas inadequadas sem domínio do tema.
A inteligência artificial tem potencial para aumentar a eficiência da administração pública, mas seus resultados dependem mais da capacidade das instituições em utilizá-la do que da própria tecnologia. A avaliação é do professor Joaquim Caeiro, da Universidade de Lisboa, feita durante o 7º Brasília Summit, realizado nesta quarta-feira (17/6) pelo Lide e pelo Correio Braziliense.
Caeiro defendeu o uso estratégico da IA para aprimorar políticas públicas e gerar valor para a sociedade. Ele ressaltou que a eficiência nasce de estruturas institucionais fortes e de processos bem integrados, não como um atributo intrínseco da tecnologia.
Dados apresentados pelo docente indicam que 71% dos europeus já recorrem a serviços digitais de órgãos públicos, e 32% da população europeia utiliza ferramentas de IA generativa em 2025. Entre os jovens, o uso dessas ferramentas alcança 63%.
Apesar do crescimento da tecnologia, o professor destacou que a eficiência não é automática com a adoção da IA. O desempenho depende da integração das ferramentas aos processos administrativos e da qualificação dos profissionais que operam as plataformas.
Caeiro ainda alertou para a necessidade de conhecimento técnico na utilização de plataformas de IA. Segundo ele, ferramentas generativas podem fornecer respostas inadequadas quando usadas sem domínio temático ou orientações claras.
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