- A Justiça argentina emitiu advertência formal a Cristina Kirchner, condenada a seis anos de prisão em regime domiciliar por corrupção, por possíveis violações decorrentes de manifestações em frente à casa dela.
- Houve centenas de pessoas reunidas no domingo, com o lema “Cristina livre”, o que pode levar à revogação da prisão domiciliar caso viole as diretrizes ou perturbe a vizinhança.
- A decisão cita suposta participação de Kirchner na instalação de uma bandeira na varanda, ligada a um edifício vizinho, em alusão à sede do governo.
- Kirchner, 73 anos, foi condenada em 17 de julho de 2025 e permanece como figura central da oposição ao governo de Javier Milei; o debate sobre liderança no peronismo segue.
- A Câmara de Apelações rejeitou um pedido da defesa para evitar o confisco milionário de bens da ex-presidente.
A Justiça da Argentina encaminhou uma advertência formal à ex-presidente Cristina Kirchner nesta quarta-feira, 17. Ela cumpre prisão domiciliar há quatro anos por corrupção, em razão de manifestações de apoio em frente à casa dela. A decisão afirma que tais atos podem violar as regras do regime de cumprimento da pena.
A advertência foi emitida pelo juiz Rodrigo Giménez Uriburu. O tribunal ressaltou que Kirchner pode ter a prisão domiciliar revogada caso continue a perturbar a tranquilidade da vizinhança, especialmente após centenas de pessoas se reunirem no local no domingo, 14, sob o lema Cristina livre.
A Justiça também aponta evidências de participação da ex-presidente na instalação de uma bandeira na varanda que ligaria a residência a um edifício vizinho, com a frase De San José à Rosada. A acusação cita ter ajudado a fixar o símbolo na segunda metade da rua.
Cristina Kirchner, 73 anos, foi condenada em 17 de julho de 2025 a seis anos de prisão e à inelegibilidade perpétua para cargos públicos, por fraude na contratação de obras públicas. A decisão consolida seu afastamento de funções públicas.
Em meio ao desenrolar do caso, analistas avaliam desdobramentos no peronismo, após a condenação ter aberto debates internos. A liderança do grupo aparece enfraquecida, com o governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, surgindo como possível novo núcleo dirigente.
A defesa já teve recursos rejeitados pela Câmara de Apelações, que manteve o bloqueio de bens de Kirchner no âmbito da ação. A situação fortalece a tensão entre o bloco opositor ao governo de Javier Milei e a ala que a apoia.
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