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Operação investiga lavagem de dinheiro e crimes contra a administração

Operação Black-Tie investiga lavagem de dinheiro e crimes contra a Administração; seis mandados de busca, medidas de preservação de ativos e indícios de pagamentos em espécie com origem duvidosa

Operação investiga lavagem de dinheiro e supostos crimes contra a Administração Pública no DF - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
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  • A Polícia Civil do Distrito Federal, em conjunto com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, realizou seis mandados de busca e apreensão em Planaltina e no Noroeste para apurar lavagem de dinheiro, associação criminosa e crimes contra a Administração Pública.
  • A operação, chamada Black-Tie, investiga movimentações financeiras e patrimoniais incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
  • Dentre os indícios estão compras de roupas de alto padrão com pagamentos em dinheiro, tentativas de ocultar a origem do dinheiro e atuação coordenada entre agentes públicos e privados.
  • Foram determinadas medidas de preservação de ativos pelo TJDFT para assegurado o patrimônio relacionado aos fatos; o inquérito tramita sob sigilo.
  • As investigações começaram em fevereiro de 2025 e continuam, com foco na origem e destinação dos recursos movimentados.

A Operação Black-Tie, deflagrada nesta quarta-feira (17/6), apura lavagem de dinheiro, associação criminosa e crimes contra a Administração Pública envolvendo agentes públicos e privados. A PCDF, via Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR/Decor), cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Planaltina e no Noroeste, além de um órgão público não divulgado.

As investigações apontam roupas de grife, pagamentos em dinheiro e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados como evidências centrais. O nome da operação faz alusão à compra de itens de alto padrão com pagamentos em espécie, identificada no início das apurações.

O MPDFT coopera com a PCDF na iluminação dos fatos, segundo os investigadores. O inquérito, que corre em sigilo, teve início em fevereiro de 2025 após identificação de indícios de irregularidades e busca esclarecer origem e destinação de recursos.

Medidas e andamento

Além dos mandados, o TJDFT determinou medidas de preservação patrimonial para ativos ligados aos fatos. A apuração continua em andamento, com novas etapas previstas para esclarecer a participação de cada envolvido.

As diligências seguem sob sigilo judicial, com foco em desvelar a estrutura da suposta organização criminosa e os vínculos entre os agentes públicos e os particulares investigados. As informações oficiais, com cautela, serão divulgadas pelos órgãos de imprensa autorizados.

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