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Pautas-bomba ameaçam governo na primeira semana de julho

Centristas pressionam pela inclusão da renegociação de dívidas rurais na pauta da Câmara, com impacto de 140 bilhões de reais em dez anos

Fazenda estima impacto fiscal de mais de R$ 140 bi nas contas com pautas-bombas no Congresso
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  • Líderes do centrão querem que a renegociação de dívidas de produtores rurais entre na pauta da Câmara na semana que começa em vinte e nove de junho, após a pausa junina.
  • O Partido Progressista pretende manter a relatoria com o deputado Afonso Hamm (RS), responsável pela primeira votação, já que o texto voltou da Senado com alterações.
  • A Fazenda estima que a renegociação terá impacto fiscal de R$ 140 bilhões ao longo de dez anos.
  • Defensores do setor agro buscam aprovação rápida para assegurar a renegociação antes da divulgação do Plano Safra, que envolve crédito a produtores e enfrenta problemas de inadimplência.
  • No Senado, o senador Davi Alcolumbre sinalizou a possibilidade de votar a proposta de atualização do piso salarial de agentes de saúde, com custo estimado de R$ 69 bilhões, sujeita a veto presidencial.

A meia-vida de pautas-bomba segue surpreendendo o governo federal. Líderes de centrão pressionam pela inclusão da renegociação de dívidas de produtores rurais na pauta da Câmara na semana que começa em 29 de junho, após as festas juninas. A ideia é acelerar o texto para o Plano Safra.

O objetivo é manter a renegociação entre as prioridades legislativas, com a expectativa de impacto fiscal estimado pela Fazenda em cerca de R$ 140 bilhões ao longo de dez anos. Defensores do setor agroindustrial defendem a aprovação rápida para destravar créditos aos produtores.

No Senado, o destino dos itens pode depender de votações recentes. Davi Alcolumbre sinalizou a possibilidade de votar atualização do piso salarial de agentes de saúde, que pode ter custo de até R$ 69 bilhões. As propostas ainda podem sofrer veto presidencial.

Perspectivas e desdobramentos

A pauta da Câmara envolve a relatoria do deputado Afonso Hamm (RS), responsável pela primeira votação do texto. O retorno do tema acontece após mudanças aprovadas no Senado, que reformularam pontos do projeto.

A expectativa é que o governo avalie cenários para a renegociação, enquanto o setor agro mantém a pressão por avanços antes da divulgação do Plano Safra, previsto para acontecer ainda neste segundo semestre.

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