- FBI impedeu plano de ataque contra o evento do UFC na Casa Branca, com cinco homens presos e acusados de conspiração para homicídio.
- Suspeitos planejavam usar drones com explosivos para criar pânico e direcionar atiradores de elite contra alvos de alto valor; uma segunda onda deveria atacar os portões da Casa Branca.
- Prisões ocorreram em quatro estados; um grupo utilizava mensagens criptografadas, começando a se reunir em torno de março, após recrutamento pelo TikTok e uso do aplicativo Signal.
- Alvos considerados incluíam o presidente dos Estados Unidos, o vice-presidente, empresários e políticos; oficiais mencionaram que investigam ligações com supostas queixas de corrupção, arquivos de Epstein e centros de dados.
- Audiências e acusações indicam que o grupo planejava uma revolução, com níveis de participação que iam de poderosos a financiadores, e que informações de mapas e alvos foram compartilhadas em redes sociais e aplicativos.
O Departamento de Justiça dos EUA informou que o FBI impediu um plano de ataque ao evento do UFC realizado na Casa Branca no último domingo (14/06). Cinco homens foram presos em quatro estados, acusados de conspiração para cometer homicídio. O grupo planejava ataques com drones explosivos e ações contra alvos de alto valor.
Segundo a acusação, a operação envolvia atacar prédios vizinhos com drones, criar pânico na multidão e direcionar atiradores de elite para posições estratégicas. Após a suposta ofensiva, uma segunda fase previa a investida nos portões da Casa Branca.
Os suspeitos são Tycen C. Proper, 19 anos, preso em Ohio; Bryan Omar Roa, 24, e Michael Alan Thomas, 32, ambos da Califórnia; Daniel K. Eskridge, 32, do Missouri; e Abraham Hermosillo Alvarez, 31, de Nebraska. Eles teriam sido presos em estados diferentes e respondem pela acusação de conspiração para homicídio.
Detalhes do plano e evidências
Documentos do tribunal apontam que o grupo pretendia usar drones para provocar pânico e desorganizar a multidão, facilitando a ação de atiradores posicionados em pontos estratégicos. Uma segunda onda de agressores seguiria para os portões da Casa Branca.
Entre os alvos considerados estavam o ex-presidente Donald Trump, o vice-presidente Joe Vance, o empresário Elon Musk e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, além de outros políticos. Nem todos os alvos estariam presentes no evento de UFC.
As investigações começaram após a mãe de Proper buscar autoridades em 10 de junho, demonstrando preocupação com compras de armas e com comunicações online do filho com um grupo que se dizia formado por ex-militares e pessoas cristãs.
De acordo com os promotores, o grupo pretendia iniciar uma “revolução” ao atacar alvos de alto valor. Os integrantes supostamente discutiam queixas sobre corrupção governamental, arquivos de Epstein, consumo de água por centros de dados e outras ações do governo.
O TikTok foi citado como fonte de recrutamento, com Proper afirmando que a maioria dos membros foi recrutada pela plataforma. Em seguida, os participantes ingressavam em grupos usando o aplicativo Signal.
Contexto do evento e desdobramentos
O UFC ocorreu no dia 14, no gramado sul da Casa Branca, com cerca de 4.300 convidados no espaço externo. Outras 85 mil pessoas assistiram às lutas nas proximidades. O caso atraiu atenção enquanto cresce a violência política nos EUA, segundo especialistas ouvidos pela imprensa.
O vice-diretor do Serviço Secreto, Matt Quinn, informou que a investigação permanece em andamento e classificou a questão como uma ameaça séria, sem detalhar informações adicionais. A divulgação pública do caso gerou críticas da autoridade sobre comunicação de operações em andamento.
Se condenados por conspiração para homicídio, os suspeitos podem pegar pena máxima de prisão perpétua e multa de US$ 250 mil. Proper também responde a outras acusações, incluindo planejamento de atos violentos nas dependências da Casa Branca, com pena máxima de cinco anos.
A audiência preliminar está marcada para 29 de junho. O caso segue em investigação, com a Justiça atuando para esclarecer ligações entre os suspeitos, possíveis vínculos com grupos maiores e a extensão das ameaças identificadas.
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