- O governo federal estuda demolir a Ponte do Esqueleto, onde Maria Eduarda Rodrigues morreu ao ser arremessada sem corda de segurança; a SPU iniciou estudos que podem levar à dinamitação, ainda sem prazo definitivo.
- Antes da demolição, a ponte será interditada com estruturas sólidas para desencorajar atividades clandestinas, já que a implosão exige licitação e licenças ambientais.
- A ponte fica em ramal ferroviário entre Limeira e Cordeirópolis e é usada há anos para rope jumping e bungee jump; a morte gerou disputa sobre quem é responsável pela área.
- As prefeituras de Limeira e Cordeirópolis dizem que a União é responsável pela estrutura; o governo federal afirma que caberia às prefeituras impedir o acesso e fiscalizar atividades no local.
- Representantes das prefeituras, da SPU e da AGU se reuniram para buscar consenso; o prefeito de Limeira defende a implosão, com apoio da prefeita de Cordeirópolis.
- A deputada Érika Hilton pediu à PF abertura de inquérito sobre vilipêndio de cadáver e necrofilia em publicações no X (antigo Twitter), apeitando que perfis teriam incentivado violência sexual contra a vítima.
A Ponte do Esqueleto, palco da morte de Maria Eduarda Rodrigues durante uma prática de rope jumping sem corda de segurança, pode ser demolida. O governo federal estuda a dinamitação da estrutura abandonada, a fim de evitar novos riscos na área entre Limeira e Cordeirópolis. A SPU iniciou estudos ontem para avaliar a viabilidade da demolição, que depende de licitações e licenças ambientais.
Antes disso, a ponte será interditada com estruturas sólidas que dificilem remoções. A medida visa impedir acesso de pessoas e reduzir atividades de esportes radicais no local, levando em consideração que o espaço fica em ramal ferroviário da antiga RFFSA, nunca ativado. A prefeitura de Limeira aponta responsabilidade à União; a União sustenta que cabe aos municípios fiscalizar o espaço.
Na segunda-feira, prefeitos de Limeira e Cordeirópolis participaram de reunião com vereadores, SPU e AGU para buscar consenso. O prefeito de Limeira, Murilo Félix, defende a implosão como solução, com apoio da prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, que concorda com a medida para evitar novas tragédias.
Repercussões legais e políticas
A morte de Maria Eduarda também ganhou contornos jurídicos. A deputada Erika Hilton protocolou na PF pedido de inquérito contra usuários da rede X por vilipêndio de cadáver e necrofilia. Ela aponta publicações que supostamente exaltam violência sexual contra o corpo da vítima.
A parlamentar anexou perfis e posts que teriam referências explícitas a atos sexuais violentos contra Maria Eduarda. Segundo Hilton, as condutas podem configurar crime de induzimento à violência sexual e vilipêndio de cadáver, conforme artigos 287 e 212 do Código Penal.
A representação também aponta que as publicações alimentam misoginia e a banalização da violência, exigindo apuração das condutas pelas autoridades competentes. As informações são objeto de apuração pela Polícia Federal, conforme o protocolo apresentado.
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