- O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu prazo de vinte e quatro horas para Bolsonaro explicar por que mantinha uma pistola Glock 9 mm em casa e por que solicitou a manutenção do armamento pouco antes do fim da prisão domiciliar humanitária.
- A arma era de propriedade de Bolsonaro e estava com um militar da equipe de segurança durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal.
- O armamento, que seria levado para reparo, fica sob custódia das autoridades e deverá passar por análise dos órgãos competentes.
- A PMDF informou que realiza vistorias nos veículos que saem da residência, mas afirmou que os carros da equipe de segurança não passam pela mesma inspeção.
- Moraes também questionou o cumprimento das medidas de fiscalização da prisão domiciliar pelo 19º Batalhão da PMDF e o protocolo de conservação dos celulares dos agentes do Gabinete de Segurança Institucional.
O STF aguarda explicações de Jair Bolsonaro sobre uma arma de fogo registrada em seu nome que foi apreendida pela PMDF durante uma blitz da corporação. A pistola estava com um integrante da equipe de segurança do ex-presidente. O ministro Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos em 24 horas.
A apreensão ocorreu na madrugada de segunda-feira, durante a abordagem a um veículo oficial. Segundo a PMDF, o armamento era transportado por um ex-integrante do GSI e seria levado para reparo, com previsão de devolução ao proprietário.
Moraes também pediu informações ao 19º Batalhão da PMDF sobre o cumprimento das medidas de fiscalização durante a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro. O ministro questionou o procedimento de revistas em veículos da residência.
Ação policial e prazo
A PMDF informou que faz vistorias nos veículos que saem da residência e mantém aparelhos eletrônicos sob custódia de visitantes e do GSI durante o serviço, porém afirmou que os carros da equipe de segurança não passam pela mesma inspeção.
Segundo a corporação, os veículos do GSI ficam em via pública e não entram na garagem da residência, o que justifica a diferença no protocolo de fiscalização. A arma, por ora, permanece sob custódia policial.
A CNN apurou que a arma seria devolvida ao proprietário após o reparo, com a avaliação técnica do item pelos órgãos competentes. A guarda do equipamento mantém o status de posse das autoridades.
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