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TCE afirma que São Paulo precisa modernizar a fiscalização da terceirização

TCE-SP aponta que São Paulo precisa modernizar a gestão para fiscalizar a terceirização de serviços, diante da dependência de OSS e de concessões privadas

Conselheiro Marco Aurélio Bertaiolli é relator das contas de 2025 do governo de São Paulo
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  • O conselheiro Marco Aurélio Bertaiolli, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, afirma que o estado precisa se modernizar para fiscalizar a terceirização de serviços, tendência observada nas últimas três décadas.
  • Bertaiolli é relator das contas do governo de Tarcísio de Freitas referentes ao ano de 2025; o julgamento começou às 10h desta quarta-feira.
  • O diagnóstico aponta mudanças desde a década de noventa, com a criação do Programa Estadual de Desestatização (1996) e do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (1995).
  • Na Artesp, 45,5% da malha rodoviária paulista está concedida à iniciativa privada; os contratos somam 148 bilhões de reais.
  • Na saúde, 62 dos 102 hospitais estaduais são geridos por Organizações Sociais de Saúde, e, no ano anterior, os repasses ao terceiro setor somaram 19 bilhões de reais, equivalentes a 52% do orçamento da secretaria.

O conselheiro Marco Aurélio Bertaiolli, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), afirma que o Estado precisa se modernizar para fiscalizar a crescente terceirização de serviços. A análise foi apresentada no voto sobre as contas de 2025 do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Bertaiolli destaca que, nas últimas três décadas, a gestão pública terceirizou boa parte da atividade estatal e assumiu o papel de fiscalizá-la. O objetivo, segundo ele, é estruturar o Estado para regular serviços terceirizados, tanto para iniciativa privada quanto para organizações sociais.

O julgamento das contas de 2025 do governo começou às 10h desta quarta-feira, 17, no TCE-SP. O conselheiro elaborou um diagnóstico que vai além de aspectos contábeis, apontando necessidades de modernização na máquina pública.

Desempenho de Artesp e OSS

Dados de janeiro indicam que 45,5% da malha rodoviária paulista está concessionada à iniciativa privada, com contratos somando R$ 148 bilhões, segundo o TCE. Bertaiolli diz que a Artesp enfrenta quadro de servidores defasado e depende de pareceres técnicos de empresas privadas.

Na saúde, o modelo de OSS domina o setor. Dos 102 hospitais estaduais, 62 são geridos por OSS, restando 29 sob gestão direta. Em 2024, os repasses ao third sector somaram R$ 19 bilhões, equivalentes a 52% do orçamento da Secretaria de Saúde. Bertaiolli observa tratamento geral da estrutura estadual, não apenas da gestão de Tarcísio.

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