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Caso Master atinge Lula e atenua discurso do PT contra opositores

Operação Master mira Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e aponta ligações do PT baiano com o CredCesta e propinas envolvendo Vorcaro

Líder do governo Lula no Senado é alvo de operação da Polícia Federal no caso Master
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  • A nona fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal, aproximando o Caso Master do PT e do Palácio do Planalto.
  • O senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, é alvo de investigação por suspeita de recebimento de vantagens indevidas, incluindo negócio envolvendo um imóvel de luxo em Salvador e propinas por meio de empresa de familiar.
  • Wagner, com aval do PT baiano, teria dado ao Master o monopólio do CredCesta na Bahia, principal ativo financeiro do banco envolvido no esquema.
  • A operação também mira Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno, apontado como ponte entre o CredCesta na Bahia e o núcleo do PT local.
  • Investigadores alertam que o caso pode se estender até após as eleições, o que geraria riscos de desmoralização de órgãos como a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal.

A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira, em investigação que envolve o Caso Master. O foco principal é Jaques Wagner, líder do governo no Senado e ex-ministro da Casa Civil, apontado como alvo das apurações. As autoridades miram possível participação em esquema de propina ligado a recursos ocultos de corrupção.

Segundo as autoridades, Wagner é investigado por suspeita de recebimento de vantagens indevidas. Entre os indícios estão tratativas envolvendo um imóvel de luxo em Salvador e pagamentos realizados por uma empresa vinculada a um familiar do banqueiro Daniel Vorcaro. A operação busca esclarecer a origem de recursos usados para ocultar atividades ilícitas.

O núcleo do caso envolve o CredCesta, programa de crédito consignado para servidores públicos na Bahia, que, com o aval de Wagner, teria ficado sob controle do grupo de Vorcaro. A PF aponta que o banco associou-se ao programa durante gestões locais, com atuação ampliada em outras fases. Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, também é alvo, por ser ponte entre o CredCesta na Bahia e o núcleo petista local.

A PF relaciona o envolvimento de Wagner ao período em que ele ocupou funções estratégicas na Bahia, incluindo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em 2017, a convite do então governador Rui Costa. A investigação indica que a relação entre o político e o grupo facilitou a expansão da atuação do CredCesta no estado.

A operação chega em meio a críticas sobre a possibilidade de o caso se arrastar sem solução antes das eleições. Investigadores afirmam que esse prolongamento pode afetar a confiança em instituições como a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e o STF. O cenário também acende o alerta sobre impactos políticos locais e nacionais.

Contexto e próximos passos

A PF mantém o sigilo de partes das informações e dos dados coletados na operação. Ainda não houve deflagração de prisões em relação a Wagner, nem confirmação de elementos específicos relacionados aos imóveis ou às empresas citadas. As autoridades disseram que as investigações seguem em andamento para esclarecer as ligações entre os envolvidos e os recursos investigados.

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