- A Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira ligado ao líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, na nona fase da Operação Compliance Zero.
- A investigação apura relação entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, com 18 mandados cumpridos na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal.
- O caso envolve a nora de Wagner, que recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Banco Master, pago à BK Financeira; o senador afirmou não ter conhecimento de qualquer investigação.
- Além de Wagner, a operação mira Augusto Lima e já trouxe à tona outras peças, como Cláudio Castro na fase anterior e Ciro Nogueira, enquanto Vorcaro permanece preso.
- A PF expandiu as apurações para possível rede de corrupção, pagamento de vantagens a agentes públicos e uma estrutura de intimidação apelidada de “A Turma”.
O Ministério da Justiça confirma que a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira ligados à liderança do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A ação integra a nona fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo STF sob relatoria do ministro André Mendonça. O foco é apurar supostos desvios no Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro.
A PF realiza as diligências em endereço conectado ao parlamentar, incluindo Bahia, São Paulo e Distrito Federal. Ao todo, são 18 mandados de busca e apreensão, cumpridos com base em determinação do Supremo.
Além de Wagner, o levantamento envolve o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A investigação já havia apontado que a nora de Wagner recebeu ao menos 11 milhões do banco, com repasse para a BK Financeira, empresa da família.
Contexto da operação
A Compliance Zero teve início em novembro de 2025, sob suspeita de criação de carteiras de crédito sem lastro e emissão de títulos fraudulentos pelo Banco Master. O escopo inicial ampliou-se para outras pessoas ligadas a Vorcaro.
Entre os alvos recentes estão o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e apurações sobre aportes do Rioprevidência em instrumentos do Master, que teriam somado bilhões de reais. A PF também investiga possível rede de corrupção e pagamentos de vantagens a agentes públicos.
O inquérito amplificou ainda denúncias sobre uma possível estrutura paralela de intimidação e espionagem, apelidada de Turma, segundo apurações em curso. As informações são apuradas pela PF, com apoio do STF e da Justiça Federal.
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