- Durante a première de Dark Horse, o diretor Cyrus Nowrasteh declarou que espera que o filme ajude Flávio Bolsonaro a se eleger presidente do Brasil.
- O Partido dos Trabalhadores pediu ao Ministério Público Eleitoral e à Polícia Federal que investiguem o financiamento da obra e o possível uso eleitoral.
- Eduardo Bolsonaro participou do evento em Las Vegas, falou sobre “guerra cultural” e citou Exterminador do Futuro 2 como exemplo de impacto duradouro.
- Cyrus Nowrasteh afirmou que o filme foi produzido sem conhecimento do “establishment” e que os documentos estavam legais; ele reiterou o objetivo de eleger Flávio Bolsonaro.
- O Fraud Fighter Summit, onde o filme foi exibido, teve ingressos esgotados e discutiu temas como detecção de fraude eleitoral e corrupção.
Durante a primeira exibição pública do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, o diretor Cyrus Nowrasteh disse que espera que a produção auxilie Flávio Bolsonaro a chegar à presidência. A sessão ocorreu em Las Vegas, durante o Fraud Fighter Summit, evento da direita americana.
A obra também gerou reação política no Brasil. O PT acionou o Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal para investigar financiamento do filme e eventual uso eleitoral. A denúncia cita recursos e mecanismos de divulgação da produção.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro esteve presente ao lado de Nowrasteh. Em painel mediado por um influenciador de direita, Eduardo mencionou o estado de saúde do pai e afirmou que o filme integra uma chamada de “guerra cultural” contra adversários ideológicos.
Segundo Eduardo, o filme tem potencial para ampliar o alcance de sua mensagem, citando como referência o Exterminador do Futuro 2. Ele destacou que a produção está em inglês, defendendo a viabilidade de distribuição internacional.
Cyrus Nowrasteh afirmou que Dark Horse foi filmado sem o conhecimento do que ele chamou de establishment e que as autoridades brasileiras só souberam da produção ao fim das filmagens. O cineasta garantiu que todos os documentos estavam em conformidade com a lei.
A França, o Brasil e outros países já discutem se a obra pode influenciar o cenário político local. Em Las Vegas, o painel também tratou da relação entre cinema e política, com participação de figuras associadas a Trump e ao movimento conservador.
No mesmo dia, a Suprema Corte Federal (STF) do Brasil decidiu pela condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão por envolvimento em ações para coagir ministros dos tribunais a partir dos EUA. A audiência ocorreu um dia antes da decisão ser anunciada.
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