- O ministro da Fazenda, Durigan, afirmou que o Pix não faz parte de negociações entre Brasil e Estados Unidos; é patrimônio brasileiro.
- Ele disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, tenta interferir no processo eleitoral brasileiro ao criticar o país.
- Trump afirmou, durante a cúpula do G7, que o Brasil é agressivo e politicamente perigoso; Durigan vê potencial favorecimento a oppositores e indicações de interferência nas eleições de 2026.
- O Representante Comercial dos EUA (USTR) acusa o Pix de prejudicar empresas americanas, como Mastercard, Visa e WhatsApp Pay, e em 2 de junho houve proposta de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros.
- Durigan afirmou que o governo continuará negociando para evitar novas sobretaxas e que a relação com os EUA deve se basear em critérios econômicos e na soberania brasileira.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou hoje que o Pix não está em negociação com os Estados Unidos. Ele também afirmou que Donald Trump busca interferir no processo eleitoral brasileiro ao fazer críticas ao país. A declaração foi dada em entrevista ao portal Metrópoles nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026.
Durigan enfatizou que o Brasil não cederá o controle de seu sistema de pagamentos instantâneos. Segundo ele, o Pix é patrimônio do Brasil e dos brasileiros, e não há espaço para substituição por soluções estrangeiras nem para concessões em acordos bilaterais. O ministro ressaltou ganhos de concorrência e redução de custos promovidos pela tecnologia.
O ministro comentou ainda as falas de Trump sobre a política brasileira, feitas no dia anterior, durante a cúpula do G7 em Évian-les-Bains. Durigan afirmou que tais declarações favorecem setores da oposição e podem ser interpretadas como tentativa de interferência nas eleições de 2026.
Contexto
Durigan disse que há interesses econômicos por trás das manifestações norte-americanas sobre o Pix e sobre a regulação de grandes empresas de tecnologia. O ministro reforçou que o Brasil manterá negociações para evitar novas sobretaxas, mas que a relação com os EUA deve respeitar a soberania brasileira e critérios estritamente econômicos.
O governo brasileiro sustenta que o Brasil terá eleições livres, transparentes e estáveis, independentemente de sondagens ou pressões externas. O ministro afirmou que o país continuará defendendo seus interesses comerciais e democráticos com base em instituições sólidas.
Más notícias para o cenário comercial
O tema envolve a posição do governo americano diante da tecnologia nacional de pagamentos. O USTR chegou a acusar o Pix de prejudicar empresas de pagamento que atuam nos EUA, entre elas Mastercard, Visa e Whatsapp Pay. Além disso, em 2 de junho, Washington propôs tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, citando práticas comerciais consideradas não razoáveis.
Entre na conversa da comunidade