- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que Jaques Wagner, líder do governo no Senado, deve ter a oportunidade de se explicar sobre o envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero.
- Durigan disse, em entrevista ao Acorda, Metrópoles, que nunca teve contato com Vorcaro e que confia que Wagner esclarecerá os fatos.
- Pela primeira vez, um integrante do governo comenta o caso, que envolve investigação da Polícia Federal.
- O ministro afirmou que o tema também destaca a necessidade de melhorar a supervisão do sistema bancário brasileiro, citando a expansão do Master entre 2019 e 2024 e ex-diretores presos.
- A PF deflagrou a nova etapa, cumprindo dezoito mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia, mirando Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista ao Acorda, Metrópoles, que Jaques Wagner deve ter a chance de se explicar sobre a participação em suspeitas envolvendo o Banco Master. Wagner é senador e líder do governo no Senado. A 9ª fase da operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18/6).
Durigan disse não ter conversado com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, e reiterou a necessidade de Wagner se defender. O ministro destacou que confia no valoroso de Wagner e espera que ele preste esclarecimentos à Justiça. A declaração foi dada durante o contato com a reportagem.
Durigan criticou o sistema bancário e apontou que as aquisições, expansão e carteiras do Master ocorreram entre 2019 e 2024, período da gestão de antigos diretores do Banco Central. Segundo ele, o caso evidencia a importância de aprimorar a supervisão financeira com diversas instituições.
Contexto da operação
A PF investiga a participação de agentes públicos em irregularidades envolvendo instituições financeiras, incluindo Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno, que também foi liquidado pelo BC. Ao todo, são 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF em Brasília, São Paulo e Bahia.
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