- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump, comentar que o Brasil está politicamente perigoso.
- Ele disse que o processo eleitoral brasileiro é rápido e não gera incertezas, ao contrário do que ocorre em alguns momentos nos Estados Unidos.
- Durigan sugeriu que há interesses econômicos por trás das críticas de Trump e que a declaração não tem fundamento.
- O ministro afirmou que o Brasil busca estabilidade institucional e eleições livres, com votos em outubro e sem bloqueios da Polícia Rodoviária Federal nem contestação dos resultados.
- Também mencionou interesses econômicos, incluindo preocupações de empresas de tecnologia dos EUA, e afirmou que o Pix não estará na mesa de negociação.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump, comentar sobre o que classificou como um cenário político brasileiro perigoso. Durigan disse que há interesses econômicos por trás das críticas feitas pelo republicano e que o assunto não é de competência do chefe de Estado americano.
Segundo o ministro, o processo eleitoral brasileiro está entre os mais rápidos do mundo e, por isso, não gera as incertezas que, às vezes, aparecem nos Estados Unidos, com atrasos na apuração dos resultados. Em entrevista à TV Metrópoles, Durigan ressaltou que a preocupação brasileira é manter estabilidade institucional e eleições livres.
Durigan enfatizou que não há fundamento para uma declaração que, segundo ele, busca influenciar o cenário interno brasileiro, favorecer a oposição ou gerar instabilidade. O ministro citou ainda a construção de confiança no pleito de outubro e a ausência de bloqueios da Polícia Rodoviária Federal para as votações.
O chefe da pasta econômica relembrou o turbilhão político de 2022, quando houve questionamentos à transição de governo e episódios de tensão no Congresso. O tema, afirmou, não deve abalar a segurança institucional nem o reconhecimento dos resultados.
Durigan também afirmou que há interesses econômicos em jogo, incluindo preocupações de empresas de tecnologia dos EUA com regulações e tributos no Brasil. Segundo ele, o governo brasileiro pode dialogar com empresas, mas não abrirá mão de ferramentas como o Pix.
No aspecto prático, o ministro afirmou que o Pix não ficará sob negociação para atender demandas externas. Segundo Durigan, não há intenção de adotar alternativas sugeridas por governos estrangeiros ou por companhias norte-americanas. A fala de Trump ocorreu após a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo STF por coação à Justiça.
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