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Enteado de Jaques Wagner atuou nas cobranças a banqueiro, aponta PF

PF aponta papel ativo de Eduardo Sodré, enteado de Jaques Wagner, nas cobranças ao banqueiro Augusto Lima, ligado ao Banco Master

Eduardo Mendonça Sodré Martins é enteado de Jaques Wagner e secretário de Meio Ambiente da Bahia
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  • A Polícia Federal aponta que Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado do senador Jaques Wagner, teve papel ativo nas cobranças ao banqueiro Augusto Lima, envolvido com o Banco Master.
  • Sodré é secretário de Meio Ambiente da Bahia desde janeiro de 2023 e foi alvo de mandados de busca na nova fase da Operação Compliance Zero.
  • A investigação indica que Sodré cobrava Augusto Lima por meio de boletos, notas fiscais e documentos para pagamentos relacionados a operações financeiras.
  • A esposa de Sodré, Bonnie Bonilha, também foi alvo de mandados; ela é sócia da BN Financeira, que recebeu repasses de 3,5 milhões de rede ligada à operação Credcesta.
  • Planilhas no celular de Daniel Lopes Monteiro, ligado a Augusto Lima, apontam pagamentos de 2,3 milhões a “Dudu”, apelido que a investigação associa a Eduardo Sodré.

EDUARDO SODRÉ ENTEADO DE JAQUES WAGNER É APONTADO PELA PF EM COBRANÇAS A BANQUEIRO Augusto Lima é alvo da nova fase da Operação Compliance Zero. A apuração indica atuação de Sodré nas cobranças envolvendo o banqueiro e o Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro.

O secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Mendonça Sodré Martins, atua desde janeiro de 2023 no governo Jerônimo Rodrigues. A indicação é atribuída a Jaques Wagner, segundo apuração da PF.

Sodré foi procurado pela assessoria da Secretaria de Meio Ambiente e pela Secretaria de Comunicação do governo da Bahia nesta quinta-feira, 18, mas não houve retorno até o fechamento desta reportagem.

A operação também atingiu a esposa de Sodré, Bonnie Bonilha, que é sócia da BN Financeira Ltda. Em 2025, a empresa recebeu repasses de 3,5 milhões de PLK One Participações, ligada à Credcesta.

As investigações indicam que a BN Financeira foi criada com capital social reduzido e sem estrutura operacional compatível com os valores movimentados, apontando questionamentos sobre a finalidade da empresa.

Segundo a PF, Sodré era o responsável por cobrar o banqueiro Augusto Lima, citando boletos, notas fiscais e documentos para viabilizar pagamentos. Planilhas com pagamentos também foram encontradas no aparelho de um associado de Lima.

Em mensagem de 4 de setembro de 2025, Sodré avisou que os boletos venceriam e teriam valores altos. Lima respondeu que o cenário era crítico e vinculou dificuldades à tentativa de venda do Banco Master ao BRB, vetada pelo BC.

A PF também localizou planilhas no celular de Daniel Lopes Monteiro, ligado a Lima, com pagamentos de 2,3 milhões a um apelido que seria Eduardo, conhecido como Dudu.

Contexto do Credcesta

Originário da rede Cesta do Povo, o Credcesta é um cartão consignado com exclusividade de 15 anos na Bahia. O juros fica em torno de 4,7% e há comprometimento de renda de 30%.

A investigação aponta que o Credcesta passou a funcionar sob a operação Credcesta, que envolve repasses anteriores ligados ao operador Master e à rede de supermercados estatal. A Bahia é o único estado com exclusividade até 2033.

O governador Jerônimo Rodrigues declarou, em abril, que pode suspender o contrato de operação do Credcesta, dependendo de parecer da PGE. A PF já investiga ligações entre personas políticas e operações financeiras.

Em janeiro, Jaques Wagner disse à Folha que conheceu Lima em ambiente institucional e que se tornaram amigos. Wagner ainda destacou que a venda da Cesta do Povo foi benéfica para a Bahia, diante de dificuldades da estatal.

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