- Flávio Bolsonaro, ao lado de Moro e Derrite, apresentou em São Paulo um plano de segurança com 12 medidas para o eventual governo.
- O programa prevê a construção de cinco novos presídios federais e 500 mil vagas para detentos, em um complexo batizado de Treva, inspirado no sistema de El Salvador de Nayib Bukele.
- Também defende a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, e o fim da progressão de regime para condenados.
- Propõe um sistema nacional de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais, o que seria chamado de Muralha Brasileira, além de monitoramento de agressores com tornozeleiras eletrônicas e penas mais duras em regime fechado.
- A ideia inclui a criação de uma “tropa de elite” para monitorar fronteiras terrestres, ampliar a fiscalização do Porto de Santos e classificar grupos como terroristas, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidency, apresentou nesta quinta-feira em São Paulo um plano de segurança pública com 12 medidas. O evento ocorreu cercado por forte aparato de segurança e vestindo camiseta preta com o slogan Brasil sem medo.
A apresentação contou com a participação de Guilherme Derrite, pré-candidato ao Senado pelo PP-SP, e de Sérgio Moro, pré-candidato ao governo do Paraná. Ambos contribuíram para a formulação das propostas apresentadas.
A agenda surge após desgaste envolvendo o caso Dark Horse, relacionado a mensagens de Flávio com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Propostas prisionais e de combate à criminalidade
O plano prevê a criação de cinco presídios federais, totalizando 500 mil vagas para detentos, com inspiração no sistema prisional de El Salvador e na linha dura de Nayib Bukele. O complexo receberá o nome Treva.
Entre as medidas, está a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e a suspensão da progressão de regime para condenados, ampliando o tempo de cumprimento.
Tecnologias de monitoramento e fiscalização
Ainda na área prisional, o programa prevê o sistema nacional de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais, batizado de Muralha Brasileira. A iniciativa é inspirada no Smart Sampa e no Muralha Paulista.
No âmbito da proteção de mulheres, o plano estabelece monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica e endurecimento de penas para assassinos e agressores com maior rigidez do regime carcerário.
Segurança nas fronteiras e no comércio externo
Flávio informou a criação de uma “tropa de elite” das forças armadas para monitorar fronteiras terrestres e aumentar a fiscalização no Porto de Santos, com foco na atuação integrada entre governos federal e estaduais.
O pré-candidato também prometeu reconhecer organizações criminosas como terroristas, incluindo facções como Comando Vermelho, PCC, milícias e grupos internos, buscando alinhamento com medidas adotadas por outros governos.
Entre na conversa da comunidade