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Jaques Wagner, líder do governo Lula, entra na mira da Compliance Zero

Polícia Federal deflagra nona fase da Compliance Zero, mirando Jaques Wagner e empresário ligado ao Banco Master, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro

Líder do governo Lula, Jaques Wagner entra na mira da Compliance Zero
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  • Jaques Wagner, líder do governo no Senado, é um dos principais alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18/6).
  • A investigação apura suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e esquemas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • A apuração envolve uma empresa ligada à nora de Wagner e contratos de prospecção de crédito consignado firmados com o Master por meio da BK Financeira.
  • Há conexão antiga entre Wagner e a privatização da antiga Cesta do Povo na Bahia, com participação de Augusto Lima (Guga Lima), sócio do ex-banqueiro Vorcaro, que hoje figura entre os alvos.
  • Wagner afirma não ter participação em intermediações ilegais e reforça que o venda da estatal foi legítima, sem relação com as práticas atribuídas ao banco.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tornou-se alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18/6). A ação apura indícios de fraude, lavagem de dinheiro e esquemas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A investigação envolve ainda o empresário Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima, ex-sócio de Vorcaro. Ambos aparecem entre os principais alvos da nova etapa da operação, segundo informações oficiais da PF.

A apuração também envolve a BK Financeira, criada em 2021, onde Bonnie de Bonilha — nora de Jaques Wagner — teria prestado serviços de prospecção de crédito consignado. Bonilha é formada em direito, estudou psicologia e atua como florista.

Segundo apuração preliminar, Bonilha foi contratada para atuação exclusiva na prospecção de operações e convênios de crédito consignado junto ao Banco Master. Moisés Dantas, advogado, é sócio da BK Financeira e confirmou contratos com a instituição.

O caso envolve ainda a antiga Cesta do Povo, rede de supermercados privatizada no governo da Bahia entre 2017 e 2018, quando Jaques Wagner comandava a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. O processo de licitação teve a participação de Guga Lima, então empresário ligado ao setor financeiro.

Analistas apontam que a privatização permitiu a criação do Cartão Cesta, programa voltado a servidores públicos que derivou no CredCesta, linha de crédito consignado. Com o tempo, o CredCesta foi incorporado pelo Banco Master.

A Polícia Federal investiga como ocorreram a venda de ativos e a incorporação do CredCesta ao banco, em operações associadas a Vorcaro. A PF também analisa ligações entre as pessoas envolvidas e as estruturas corporativas citadas.

Jaques Wagner negou qualquer participação em intermediações ou negociações em favor de empresas citadas. O senador afirma que cabe às empresas esclarecer suas atividades e contratos celebrados.

O deputado ressalta que o processo de venda da estatal Cesta do Povo foi legítimo e transparente, e que não há vinculação entre as práticas ilícitas atribuídas ao banco e seu mandato público.

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