- Estudo da Institute for Public Policy Research (IPPR) analisa dados da British Election Study e conclui que idade é fator mais determinante para as opiniões políticas do que gênero.
- Jovens homens (18 a 25 anos) são menos progressistas que as mulheres da mesma faixa etária, mas continuam mais progressistas que outros grupos de homens de idade diferente.
- Mesmo assim, jovens homens permanecem menos propensos a votar em partidos de direita do que homens de faixas etárias mais velhas.
- Entre 2022 e 2025, o apoio de homens de 18 a 25 anos a partidos conservadores subiu de cerca de 18% para pouco menos de 30%.
- Em várias questões, como imigração, raça, direitos das mulheres e homossexualidade, jovens homens são mais progressistas que jovens homens mais velhos, e a diferença entre os sexos é maior entre os mais jovens.
O Instituto de Políticas Públicas (IPPR) divulgou um estudo com dados da British Election Study, que acompanha cerca de 30 mil eleitores por ano. O relatório aponta que a idade é o principal determinante das preferências políticas, não o gênero.
Entre os 18 e 25 anos, homens são menos progressistas que mulheres da mesma faixa etária, mas mantêm um patamar mais progressista do que outros grupos de homens. A pesquisa indica que a juventude ainda não se alinhou ao voto para partidos de direita mais que outros grupos etários.
O estudo analisa as mudanças recentes: o apoio a partidos conservadores entre homens jovens subiu de cerca de 18% em 2022 para pouco menos de 30% em 2025. Ainda assim, o avanço foi menor do que entre homens e mulheres de faixas etárias mais velhas.
Para a comparação por gênero, o texto destaca que, em várias questões, jovens homens são mais conservadores que mulheres da mesma idade, especialmente em temas como imigração, raça, direitos das mulheres e homossexualidade.
A análise ressalta que o sobe e desce de apoio entre jovens não é exclusivo deles: jovens mulheres tendem a se deslocar mais para a esquerda, o que amplia a diferença de comportamento entre os sexos em faixas etárias menores.
Dr. Chris Bick, autor principal, afirmou que não há evidência sólida de que jovens homens estejam migrando rapidamente para a direita. Ele recomenda que políticos considerem esse grupo sem associá-lo a influenciadores tóxicos.
Implicações para campanhas
O estudo sugere que a mobilização de jovens homens não deve depender de retóricas voltadas a eleitores mais velhos. A estratégia adequada, segundo a pesquisa, envolve engajar esse público sem alienar outros eleitores progressistas.
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