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Justiça estuda reduzir de 3 para 1 ano o requisito de prática no turno de ofício

Ministério estuda reduzir de três para um ano o requisito de exercício para inscrição no turno de oficio, ante a saída de cerca de mil advogados por ano

En la foto, de izq. a dcha,: Pilar Calatrava, fiscal y asesora del Ministerio de Justicia, Alfredo Sánchez, vicedecano del Colegio de Abogados de Ávila, Gerardo Fernando López, decano del Colegio de la Abogacía de Gipuzkoa, Patricia Esteban, periodista de Aranzadi LA LEY moderadora del debate.
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  • O Ministério da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes avalia reduzir de três para um ano o requisito de exercício efetivo para inscrição no turno de ofício, conforme afirmou a fiscal Pilar Calatrava durante as IX Jornadas da Assistência Jurídica Gratuita em Salamanca.
  • A mudança pode vir a integrar o anteprojeto da nova Lei de Assistência Jurídica Gratuita, que está em elaboração.
  • O tema surge em meio à contínua sangria de advogados no censo do turno, com mil profissionais deixando o serviço por ano; desde 2020 já são seis mil profissionais a menos inscritos para atender pessoas com poucos recursos.
  • Em Guipúzcoa, a idade média dos profissionais inscritos é de cinquanta e dois anos, o que alimenta o debate sobre a renovação do quadro.
  • Também foi abordada a dificuldade financeira dos advogados de oficio, que reclamam de baixos pagamentos e da falta de reconhecimento dos meios adequados de solução de controvérsias (MASC) obrigatórios na litigação civil e mercantil.

O Ministério da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes estuda reduzir de três para um ano o requisito de exercício efetivo da profissão para inscrição no turn‑o de ofício. A informação foi confirmada por Pilar Calatrava, fiscal e assessora do ministério, durante as IX Jornadas de Assistência Jurídica Gratuita em Salamanca, promovidas pelo Conselho Geral da Advocacia Espanhola nos dias 18 e 19 de junho. A mudança poderia constar no anteprojeto da nova Lei de Assistência Jurídica Gratuita em elaboração. A norma atual completa 30 anos na próxima julho, data em que se celebra o dia do turn‑o.

A discussão ocorre em meio a uma queda anual de mil profissionais no cadastro de advogados que atuam na justiça gratuita. Desde 2020, cerca de 6 mil inscritos deixaram de atuar em todo o território para atender pessoas com baixa renda e vítimas vulneráveis, segundo levantamento citado no debate. Em Guipúzcoa, a idade média dos inscritos chega a 52 anos.

Durante a mesa de debate intitulada La justicia gratuita desde una perspectiva económica, participaram Calatrava, Alfredo Sánchez Gómez, vice‑decano do Colegio de Abogados de Ávila, e Gerardo Fernando López Sánchez‑Sarrachaga, decano do Colegio de la Abogacía de Gipuzkoa. López Sánchez‑Sarrachaga sugeriu a redução do requisito como forma de frear a fuga de profissionais do turno.

Propostas e críticas

O debate apontou que o trabalho do advogado de ofício continua mal remunerado há décadas, mesmo quando o pagamento é feito. Sánchez Gómez alertou que, no território sob gestão do ministério, não há reconhecimento dos chamados meios adequados de solução de controvérsias, obrigatórios há um ano para litigar na jurisdição civil e mercantil.

Os próprios advogados de oficio indicam que não podem continuar custeando, do próprio bolso, um serviço público de relevância essencial. A vocação permanece como motor, mas cresce a necessidade de corrigir a assimetria remuneratória que persiste no setor.

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