- Keiko Fujimori tem cinquenta vírgula onze por cento dos votos válidos, contra cinquenta e oito por cento de Sánchez, com noventa e nove vírgula trinta e oito por cento dos votos apurados, em disputa ainda apertada no Peru.
- Cerca de cento e quarenta mil votos permanecem pendentes, sendo aproximadamente sessenta por cento deles de Lima e do exterior.
- Roberto Sánchez convocou protestos alegando irregularidades na autoridade eleitoral.
- Missões da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia disseram que a votação ocorreu normalmente e pediram aguardo pelo resultado oficial.
- Se a tendência se mantiver, Fujimori pode se tornar a primeira mulher eleita diretamente para a Presidência do Peru.
Keiko Fujimori avançava nesta quinta-feira rumo à Presidência do Peru com vantagem estreita sobre o rival de esquerda, Roberto Sánchez, em uma apuração que ainda mantinha suspense. A distância se aproximava de 0,6% dos votos não apurados, em meio a uma contagem que já soma 99,38% dos votos válidos.
A apuração apontava Fujimori com 50,11% dos votos válidos, frente a 49,89% de Sánchez, dependendo de cerca de 140 mil votos ainda pendentes. A maior parte desses votos repousava em Lima e entre peruanos no exterior, onde Fujimori recebeu apoio mais sólido do que seu adversário.
O enfrentamento entre os candidatos se intensificou após Sánchez solicitar a anulação de votos e convocar protestos, alegando irregularidades na atuação da autoridade eleitoral. A decisão de realizar manifestações envolve mobilização de simpatizantes em Lima.
Observadores internacionais, a OEA e a UE, destacaram que a votação transcorreu normalmente conforme relatos de campo. As instituições pediram paciência à população e aos candidatos até a divulgação do resultado oficial.
A disputa continua acirrada, com Fujimori em posição de vencer pela primeira vez na primeira conquista direta, caso os votos pendentes consolidem a vantagem. Sánchez mantém recursos para contestar parte do pleito junto ao sistema judiciário.
A avaliação de analistas aponta que cerca de 60% dos votos em aberto vieram de Lima e do exterior, regiões associadas a maior apoio a Fujimori. O cenário atual sugere que a definição dependerá da validação final dos votos contestados.
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