- Em formato informal durante a reunião do G7 em Évian-les-Bains, França, o presidente Lula afirmou que “nunca foi esquerdista” e discutiu o cenário político mundial, destacando o caminho do meio.
- Lula defendeu o voto eletrônico brasileiro e sugeriu que a Organização das Nações Unidas passe a adotá-lo como referência para outros países.
- A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, comentou que, no primeiro mandato de Lula, havia expectativa de que ele fosse esquerdista; Lula respondeu citando sua atuação sindical.
- O líder brasileiro detalhou o funcionamento da urna eletrônica, ressaltando rapidez do processo e sugerindo que a ONU adote o sistema como orientação internacional.
- Após as falas, apoiadores e críticos repercutiram, com o comentarista Rodrigo Constantino e o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança criticando o tom e as posições de Lula.
Ao participar de diálogos no âmbito da reunião do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que nunca foi um esquerdista. O comentário ocorreu durante conversa informal com o primeiro-ministro alemão e a diretora-geral do FMI, em Évian-les-Bains, na França. O tom foi de defesa de posições moderadas.
Lula também defendeu o uso da urna eletrônica brasileira, descrevendo o funcionamento do sistema passo a passo. O presidente sugeriu que a ONU adote o modelo como referência para outros países.
A conversa, ainda que reservada, teve transmissão ao vivo por meio da chegada simbólica dos líderes, permitindo que os diálogos fossem ouvidos ao fundo. O tema incluiu a alternância de lideranças na política ocidental.
Defesa da urna eletrônica
Antes da troca com Merz e Georgieva, Lula explicou o processo de votação no Brasil, destacando rapidez e eficiência. Segundo ele, o pleito se encerra em poucas horas e os resultados são apresentados para uma parcela expressiva do eleitorado.
Merz comentou, de forma bem-humorada, que na Alemanha não adotam o mesmo sistema. Lula ressaltou a simplicidade do voto, citando a possibilidade de a eleição contar com poucos candidatos e o fato de ele ter sido eleito três vezes, com potencial de ser o único a ter quatro mandatos.
Reações e debates
Especialistas e políticos acirraram o debate após as declarações. Um comentarista atribuiu ao histórico de Lula vínculos com a esquerda internacional e críticas à atuação de figuras associadas ao governo petista. Também mencionaram dirigentes próximos ao chavismo e a esquerda latino-americana.
Outras vozes criticaram o que chamaram de tentativa de redesenho de percurso histórico do político, destacando percepções de mudança de posicionamento para um discurso de centro.
Contexto e desdobramentos
A declaração ocorre em momento de atenção sobre a posição ideológica de Lula no cenário internacional. A conversa também integrou discussões sobre eleições, governança e percepção pública da atuação do governo brasileiro no exterior. As falas repercutem entre apoiadores e opositores.
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