- O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu, em 8 de junho de 2026, a abertura de investigação sobre o uso de R$ 80 milhões em campanha de defesa do fim da escala 6 X 1.
- A representação, assinada pelo subprocurador Lucas Furtado, questiona legalidade, legitimidade, economicidade e finalidade dos gastos, incluindo contratos, valores e conteúdo das peças publicitárias.
- Furtado afirma que a campanha tem semelhanças com a propaganda do chamado pacote anticrime, suspensa pelo TCU em 2019 no governo de Jair Bolsonaro.
- O subprocurador sustenta que a ausência de atuação semelhante pode comprometer a coerência da Corte de Contas e levantar dúvidas sobre critérios de fiscalização.
- O Planalto foi contactado pela reportagem para se manifestar, mas não houve resposta até a publicação; o texto será atualizado caso haja manifestação.
O Ministério Público junto ao TCU pediu a abertura de investigação sobre o uso de 80 milhões de reais em recursos públicos destinados a uma campanha de comunicação que defende o fim da escala de trabalho 6 X 1. A formalização ocorreu em 8 de junho de 2026, no âmbito do Tribunal de Contas da União.
A representação foi assinada pelo subprocurador Lucas Furtado. O pedido apura legalidade, legitimidade, economicidade e finalidade dos gastos, incluindo contratos firmados, valores investidos, formas de veiculação e o conteúdo das peças publicitárias.
Segundo o documento, a campanha tem semelhanças com a propaganda associada ao chamado pacote anticrime, suspensa pelo TCU em 2019 durante o governo de Jair Bolsonaro. O MP argumenta que a ausência de tratamento similar pode comprometer a coerência da Corte e dificultar a fiscalização.
Contexto e próximos passos
O Poder360 informou ter sought a assessoria do Palácio do Planalto para manifestação sobre o pedido; até a publicação, não houve retorno. O jornal acompanhará o andamento e promete atualizar a matéria caso haja resposta oficial.
A investigação visa esclarecer se houve desvios de finalidade ou de transparência nos dispêndios públicos ligados à campanha institucional, bem como avaliar eventuais impactos sobre a gestão de recursos da administração federal.
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