- Pesquisa realizada entre 11 e 15 de junho ouviu 1.095 eleitores em todas as regiões administrativas do Distrito Federal, com margem de erro de 3,4 pontos percentuais, registrada no TSE com o número RASC-SD0994.
- A governadora Celina Leão (PP) tem aprovação de 45,7%; desaprovação de 31,9% e 19,3% não souberam avaliar a gestão.
- O ex-governador José Roberto Arruda aparece entre os nomes mais lembrados e figura com 23,5% das intenções de voto na leitura estimulada para o Governo do DF.
- Há um elevado número de indecisos, o que, segundo especialistas, pode influenciar a configuração das candidaturas à medida que a campanha oficial se aproxima.
- A crise envolvendo o BRB e o Master também impacta o cenário: 45% dos entrevistados afirmam que o episódio interfere na escolha de voto, 50% dizem que não terá influência e 4% não souberam responder.
O Distrito Federal vive o primeiro retrato da corrida eleitoral para 2026. A pesquisa Correio/OPINIÃO Inteligência Política, divulgada ontem, foi realizada entre 11 e 15 de junho e ouviu presencialmente 1.095 eleitores em todas as regiões administrativas. O resultado aponta disputa aberta, com governadora Celina Leão (PP) na linha de frente em aprovação e um expressivo contingente de indecisos.
O levantamento aponta aprovação de 45,7% da gestão de Celina Leão, que assumiu o governo há pouco mais de dois meses. Outros 31,9% desaprovam a atuação da chefe do Executivo e 19,3% não sabem avaliar. Na leitura qualitativa, 6,5% classificam a gestão como ótima e 22,8% como boa; 38% a veem como regular. A soma de desaprovação chega a 22,? e 14,9% avaliam como péssima.
O estudo informa ainda que Arruda permanece entre os nomes mais citados para 2026 e aparece como um dos protagonistas, mesmo afastado do cargo. Analistas destacam que a presença dele reforça o capital político mesmo fora do governo, influenciando negociações partidárias.
Bem lembrado
Arruda figura entre os nomes mais lembrados pela população, o que aponta para influência contínua no cenário político local. A avaliação sugere que o ex-governador pode exigir espaço nas alianças de centro-direita, independentemente de cargos atuais.
Arruda comemorou o desempenho na sondagem, afirmando que, somando votos com Izalci, estaria na liderança. O resultado publicado indica que ele já é visto como elegível para a disputa, dependendo de alianças futuras que pretende ampliar com novos partidos.
A avaliação de especialistas ressalta que a lembrança de Arruda pode moldar cenários de composição partidária e pressionar candidaturas de centro-direita a considerar essa variável em seus cálculos estratégicos.
Votos indefinidos
Especialistas destacam o alto contingente de indecisos como fator relevante. O eleitor ainda não consolidou escolhas, pois as convenções partidárias não ocorreram e negociações seguem em andamento. A expectativa é de maior engajamento a partir do início oficial da campanha.
Parlamentares destacam esse momento de leitura do eleitor, com espaço para crescimento de candidaturas que apresentem propostas claras. A deputada Paula Belmonte, por exemplo, aponta que o indicador de indecisos indica avaliação de projetos futuros para o DF.
Efeito BRB
A pesquisa também examinou o impacto da crise envolvendo BRB e Master. Aproximadamente 45% dos entrevistados disseram que o episódio influencia a decisão de voto, enquanto 50% afirmaram que a crise não terá efeito, e 4% não souberam responder. A crise envolve operações financeiras que resultaram em prejuízos ao BRB e prisões de figuras ligadas ao Master.
Analistas destacam que a agenda local tende a valer mais para o eleitor do DF do que temas nacionais, reforçando a percepção de que problemas locais pesam na avaliação do governo e na escolha de candidatos.
Próximos capítulos
Especialistas alertam que a pesquisa não oferece previsão de resultado eleitoral, servindo apenas como retrato do momento. O envolvimento dos eleitores tende a aumentar com a campanha oficial, quando nomes já definidos ganham maior espaço nos debates e na rua.
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