- A PF aponta pagamentos de até R$ 400 mil por mês a agentes ligados ao caso Vorcaro.
- Benefícios do presidente da Câmara, Hugo Motta, teriam vindo de um relacionamento com o empresário Daniel Vorcaro.
- A investigação mostrou que uma viagem a Portugal teve as despesas pagas pelo então banqueiro, que também buscou manter sigilosa a presença de políticos na reunião.
- Motta negou crimes e afirmou apoiar investigações imparciais.
- Motta não está sendo investigado no caso Master, mas participa indiretamente do caso há meses, o que já foi considerado suspeito por um rival no Senado, Renan Calheiros.
Foram divulgados pela Polícia Federal nesta terça-feira benefícios do presidente da Câmara, Hugo Motta, originados de relacionamento com o empresário Daniel Vorcaro. As investigações apontam pagamentos de até 400 mil reais por mês a agentes ligados ao caso Vorcaro, em operação que envolve repasses de recursos e sigilo em eventos.
Entre os elementos apurados há uma viagem a Portugal cujas despesas teriam sido assumidas pelo então banqueiro, além de ações para manter sigilosa a presença de políticos em uma reunião relacionada ao tema. Motta negou crimes e afirmou apoiar investigações imparciais.
Motta não é alvo de investigação no caso Master, mas tem participação indireta no processo há meses, conforme apontam fatos de atuação que já foram considerados suspeitos por oponentes no Legislativo, como o senador Renan Calheiros. O contexto envolve ainda disputas políticas internas e o papel de outros atores do parlamento.
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