- A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (18), com foco no líder do governo no Senado, Jaques Wagner (BA).
- A PF afirma que Wagner atuou em temas de interesse do Master no Congresso, envolvendo crédito consignado, Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).
- O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autorizou buscas e apreensões, e a PF descreveu conversas entre Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master, como indicativas de papel ativo do senador.
- Em março de dois mil e vinte e dois, Wagner teria apresentado uma emenda à medida provisória para ampliar a margem de crédito consignado aos segurados e autorizar empréstimos para beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC); a PF liga isso ao início da relação entre o Master e a BN Financeira.
- Em agosto de dois mil e vinte e quatro, houve inclusão de emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o FGC; também houve troca de mensagens sobre a venda do Master ao BRB, com Lima afirmando que Wagner “faz parte disso”.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a 9ª fase da Operação Compliance Zero. O alvo é o líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (BA). A investigação envolve temas de interesse do Banco Master no Congresso, como crédito consignado, FGC e a possível aquisição do Master pelo BRB.
A PF informou que há registros de conversas entre Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master, que apontam o envolvimento do senador como interlocutor relevante em temas sensíveis ao grupo investigado. A decisão de busca e apreensão foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça.
Segundo a corporação, a emenda apresentada por Wagner em março de 2022 ampliava a margem de crédito consignado para segurados e autorizava empréstimos para beneficiários do BPC, próximo ao início da relação entre o Master e a BN Financeira, ligada ao núcleo familiar do parlamentar.
Também foram identificadas conversas na época da inclusão de uma emenda à PEC sobre o FGC, em agosto de 2024, entre Wagner e Lima. A PF destacou trocas de mensagens sobre a eventual venda do Master ao BRB.
A investigação aponta ainda mensagens entre as partes sobre a venda do Master ao BRB, com o ex-sócio do Master destacando o papel de Wagner em esse contexto. Não houve conclusão anunciada pela PF até o momento.
A defesa de Jaques Wagner não se manifestou oficialmente sobre as informações apresentadas pela PF. O caso permanece em apuração, sem indicação de desdobramentos imediatos.
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