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PF coloca pré-candidatos do PT no centro do escândalo do Master

Nona fase da operação Compliance Zero envolve Jaques Wagner e aliados, deslocando o foco do escândalo Master para o PT e as pré-candidaturas na Bahia

Ex-governador Jaques Wagner é pré-candidato à reeleição ao Senado. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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  • A Polícia Federal deflagrou a nona fase da operação Compliance Zero, com mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, às vésperas da campanha eleitoral.
  • A atuação coloca o PT no centro do escândalo envolvendo o Banco Master e pode impactar as pré-candidaturas na Bahia e a de Lula.
  • Segundo decisão do STF, Wagner teria recebido pagamentos, negociado um apartamento em Salvador e voado em jatos de Daniel Vorcaro, além de atuar a favor do banco com a “Emenda Master”.
  • O secretário do Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré — enteado de Wagner — também é alvo, ligado à BN Financeira e às cobranças ao empresário Augusto Lima.
  • A investigação aponta relações entre Lima, leilões e operações do Credcesta, com impactos sobre a avaliação política da oposição e do próprio governo estadual.

A Polícia Federal iniciou a nona fase da operação Compliance Zero, com mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira, 18, contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. A ação acontece em meio a investigações sobre o suposto braço político do banqueiro do Banco Master.

A etapa mira o que as autoridades chamam de relação entre Wagner, seu núcleo familiar e o empresário Daniel Vorcaro. A investigação envolve pagamentos, negociação de imóveis em Salvador e uso de jatos, segundo decisões judiciais citadas pela PF. Os investigadores questionam atuação de Wagner em propostas no Congresso ligadas ao banco.

Jaques Wagner é peça central do projeto de continuidade do PT na Bahia, onde o partido governa há 20 anos. O governador local, Jerônimo Rodrigues, disputa a reeleição com apoio de Lula, Wagner e Rui Costa, que já participou da campanha.

Desdobramentos e relações familiares

Eduardo Sodré, secretário do Meio Ambiente da Bahia e enteado de Wagner, também foi alvo. Ele gerenciaria a BN Financeira, ligada ao núcleo familiar, e estaria ligado a cobranças envolvendo o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Master. Em Salvador, ações da PF incluíram a casa de Wagner, a sede do PT e a empresa de Lima.

A investigação relaciona a ascendência de Lima ao processo de privatizações da Ebal, controle da rede Cesta do Povo e crédito subsidiado via Credcesta. A oposição aponta possível origem de um esquema que se estenderia ao mercado financeiro e aos Três Poderes.

Especialistas ouvidos reservam a possibilidade de impacto maior nas pré-candidaturas de Wagner e Rui Costa do que na própria reeleição de Jerônimo Rodrigues. A depender das novas informações, alianças e calendários eleitorais podem ser rearranjados.

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