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PF: Enteado de Jaques, secretário baiano, cobra ex-sócio de Master por imóvel

PF mira Jaques Wagner e Eduardo Sodré Martins e deflagra nova fase da operação Master com 16 mandados de busca, apontando cobrança de propina ligada a imóvel de luxo

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  • A PF aponta que Eduardo Sodré Martins, enteado de Jaques Wagner e secretário de Meio Ambiente da Bahia, cobrou dinheiro de Augusto Lima, ex-sócio do Master, para pagar um imóvel de luxo ao senador.
  • A nova fase da operação Master prevê a prança de Wagner e Martins, com 16 mandados de busca autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF.
  • Procurados não responderam: Wagner, Martins e o governo da Bahia não se pronunciaram até o momento.
  • O relatório da PF indica que Eduardo atuou nas cobranças, citando boletos e notas fiscais, e que houve transferência de R$ 3,5 milhões à BN Financeira Ltda., ligada à esposa de Martins.
  • A PF investiga supostas propinas associadas a fraudes apuradas na chamada Compliance Zero, relacionadas ao caso Master.

A Polícia Federal identificou que Eduardo Sodré Martins, enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA) e atual secretário de Meio Ambiente da Bahia, cobrou dinheiro de Augusto Lima, ex-sócio do Master, para pagar um imóvel de luxo ao senador. A PF ampliou a investigação na nova fase do caso Master e mira Wagner, Martins e mais 16 mandados de busca autorizados pelo ministro André Mendonça, do STF.

Segundo o relatório encaminhado ao STF, as cobranças teriam sido feitas por Martins, que atuava para formalizar pagamentos a Augusto Lima. O empresário não foi acusado, mas está acompanhando os desdobramentos. A PF aponta que a estrutura pode ter servido para ocultar vantagens no contexto das fraudes investigadas na Compliance Zero.

A PF também descreve diálogos nos quais Martins cobrava soluções para pendências financeiras, com referências a boletos, notas fiscais e documentos a serem assinados. A transferência de 3,5 milhões de reais à BN Financeira Ltda. estaria associada à esposa de Martins, segundo o relatório.

Procurados, Martins, o governo da Bahia e Jaques Wagner não se pronunciaram até o momento. A defesa de Augusto Lima afirmou que as diligências eram desnecessárias, pois Lima está à disposição das autoridades há seis meses para esclarecer os fatos.

O espaço para declarações permanece aberto, mas não houve pronunciamento público oficial até o fechamento desta matéria. A nova fase da operação Master prossegue com as medidas determinadas pelo STF, em apuração de possíveis irregularidades envolvendo autoridades públicas.

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