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PGR defende aplicação da Lei da Dosimetria antes de julgamento no STF

PGR defende aplicar Lei da Dosimetria antes de julgamento do mérito pelo STF, afirmando que redução de penas beneficia condenados pelos atos de 8 de janeiro

Paulo Gonet (na foto) afirma que a redução das penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro está no escopo da autonomia do Poder Legislativo
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  • A PGR enviou parecer em 18 de junho de 2026 defendendo a aplicação da Lei da Dosimetria até o julgamento do mérito pelo STF, afirmando que a redução de penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro é questão da autonomia do Legislativo.
  • A lei, aprovada pelo Congresso Nacional, beneficia condenados por golpe de Estado, incluindo Jair Bolsonaro; a aplicação foi suspensa por Alexandre de Moraes em 9 de maio, com decisão liminar até o STF julgar a validade.
  • A PGR opinou pelo indeferimento dos pedidos para barrar a lei e argumentou que a dosimetria não descriminaliza a conduta, mas regula uma etapa do cumprimento da pena, mantendo exigência de bom comportamento do condenado.
  • A Procuradoria rejeitou a ideia de anistia prevista pela lei, dizendo que a anistia extingue a punibilidade, o que não ocorre com a dosimetria, que reduz o tempo de pena.
  • Os partidos de Lula alegam vícios de forma e conteúdo, como possíveis casuísmos e desvio de finalidade, além de apontar conduta do presidente do Congresso na derrubada de vetos ao texto; o STF ainda precisa julgar as ADIs.

A Procuradoria Geral da República apresentou nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, parecer defendendo a aplicação da Lei da Dosimetria até o julgamento do mérito pelo STF. O documento foi assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet. O objetivo é permitir a redução das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, dentro da autonomia do Legislativo.

Segundo o parecer, a dosimetria não descriminaliza as condutas, mas regula uma etapa do cumprimento da pena. A PGR sustenta que a mudança respeita o tema da progressão de regime e benefícios a condenados, sem retirar a responsabilização.

A defesa argumenta que a aplicação anterior da lei, já suspensa, não viola a Constituição, pois não anula a punição existente. O conteúdo aponta que a lei não oferece anistia nem extingue a punibilidade, apenas antecipa a aplicação de etapas de cumprimento de pena.

O que a Lei da Dosimetria altera

  • A dosimetria redefine regras de execução penal, com foco em reduzir temporariamente o tempo de pena para condenados pelos eventos de 8 de janeiro.
  • Inclui mudanças de concurso de crimes, progressão de regime e atenuantes para situações de multidão.
  • Prevê flexibilizações para participantes sem papel de liderança, mantendo exigências de bom comportamento.

Suspensão vigente e contornos legais

  • Moraes suspendeu liminarmente a aplicação da lei até o STF julgar as ADIs relacionadas.
  • A PGR argumenta pela rejeição de pleitos que tentaram impedir a lei, afirmando que a matéria envolve apenas ajuste no cumprimento da pena.
  • Partidos ligados ao governo apresentaram contestações sobre vícios formais e conteúdo, apontando possível desvio de finalidade.

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