- O Tribunal de Contas da União vai apurar gastos do governo federal ligados a desastres naturais, com o ministro Benjamin Zymler como relator.
- A apuração foi aberta após denúncia do deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) sobre a forma de previsão das contas da Defesa Civil e de bloqueios para liberar recursos extraordinários.
- Sanderson aponta que a média anual de gastos da União com desastres desde 2020 é de 1,6 bilhão de reais; em 2024 houve previsão de 751 milhões, mas gastos extraordinários chegaram a 3 bilhões.
- Em 2025, a estimativa de gasto é de mais 1 bilhão de reais.
- Na semana passada, o TCU emitiu alerta sobre subestimação de gastos com prevenção e combate a desastres na análise de contas de 2025; o processo ainda será avaliado pela Corte.
O TCU vai apurar gastos do governo federal ligados a desastres naturais. O ministro Benjamin Zymler será relator da apuração, iniciada após denúncia sobre a previsão das contas da Defesa Civil, com foco em bloqueios orçamentários para créditos extraordinários.
A denúncia foi protocolada pelo deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS). O parlamentar questiona a motivação de enviar propostas com valores menores que os gastos totais da defesa civil. Ele aponta média anual de 1,6 bilhão desde 2020.
Em 2024, a previsão foi de 751 milhões, enquanto houve gasto extraordinário de 3 bilhões com catástrofes no RS, queimadas na Amazônia e no Pantanal. Em 2025, a estimativa é de mais 1 bilhão em despesas.
Sanderson sustenta que episódios repetidos indicam um padrão de insuficiência deliberada das dotações para desastres naturais, e não eventos isolados. O documento solicita apuração detalhada das dotações.
Na última semana, o TCU informou alerta sobre subestimação de gastos com prevenção e combate a desastres na análise de contas de 2025. O processo irá passar pela avaliação da Corte.
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