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Coautor da Lei Seca, Ruy destaca 18 anos da lei e alerta para riscos no junino

Aniversário da Lei Seca acende alerta na Paraíba com aumento de mortes no trânsito; juninas exigem fiscalização mais rigorosa e conscientização

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  • Em 19 de junho, a Lei Seca completa 18 anos; o deputado Ruy Carneiro ressalta avanços e a necessidade de fiscalização permanente, especialmente durante as festas juninas na Paraíba.
  • O Atlas da Violência 2026 aponta aumento de 15,7% no número absoluto de mortes no trânsito na Paraíba entre 2019 e 2024.
  • A Paraíba registrou 772 óbitos em 2019, menor marca da série, mas os números voltaram a subir nos anos seguintes.
  • Acidentes envolvendo motocicletas representam entre 59,7% e 72,7% das mortes no transporte terrestre no estado, levando a pedidos por policiamento mais rígido para motoqueiros.
  • A Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008, endureceu o consumo de álcool ao volante; em 2012 houve tolerância zero com o PL 2473/2011, e o livro Brasil no Espelho aponta que 95% da população considera dirigir após beber uma atitude desonesta.

A comemoração de 18 anos da Lei Seca, marcada para esta sexta-feira, 19 de junho, serve como alerta para a população e autoridades. O deputado federal Ruy Carneiro, coautor da legislação, defende fiscalização contínua e campanhas educativas, especialmente durante as festas juninas, quando o consumo de álcool aumenta.

Carneiro ressalta que a data não pode significar complacência. Segundo ele, os números mostram a necessidade de ações imediatas para reduzir mortes no trânsito. O objetivo é manter a segurança nas vias, com responsabilidade individual nos deslocamentos.

A Paraíba é citada como exemplo nesse cenário. Dados recentes indicam aumento de quase 16% nas mortes no trânsito nos últimos anos, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O estudo aponta crescimento de 15,7% no total de óbitos de trânsito na Paraíba entre 2019 e 2024. O estado registrou 772 mortes em 2019, número que vinha caindo, mas voltou a subir após a pandemia.

Outro ponto crítico envolve o uso de motocicletas. Em 2024, acidentes com motos representaram entre 59,7% e 72,7% das vítimas fatais no trânsito paraibano, indicando a necessidade de fiscalização mais rígida para os motociclistas.

Contexto da Lei Seca

A Lei nº 11.705, criada em 19 de junho de 2008, endureceu as punições para dirigir sob efeito de álcool. Em 2012, o PL 2473/2011 ampliou as medidas com a chamada tolerância zero para a mistura de álcool e direção, além de aumentar o valor das multas.

Ao completar 18 anos, a lei tornou-se referência em políticas públicas de trânsito no Brasil, contribuindo para mudanças culturais na percepção de dirigir após beber.

Dados do levantamento citado sugerem que a mudança cultural é perceptível: o livro Brasil no Espelho aponta que 95% da população entende que dirigir após consumir álcool é uma atitude desonesta.

Ruy Carneiro reforça a importância de manter as ações de fiscalização, inclusive durante festas juninas, para reduzir riscos nas estradas da Paraíba e do país. As informações refletem a atuação de diferentes órgãos e estudos sobre o tema.

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