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Fachin defende Justiça com empatia e prudência tecnológica

Fachin defende Justiça com empatia e prudência tecnológica, alerta para limites da IA, combate à desinformação e desafio da emergência climática entre gerações

O magistrado ressaltou que a Justiça não é um "ponto de chegada", mas uma direção coletiva que exige a correção de imperfeições a cada geração - (crédito: Antonio Augusto/STF)
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  • O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, participou da abertura do seminário “A Justiça do Amanhã” no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (19/6).
  • Fachin disse que o futuro do Judiciário deve ser um processo contínuo de aperfeiçoamento, baseado na fraternidade, na dignidade humana e na responsabilidade compartilhada.
  • Ele defendeu a expressão latina festina lente (apressa-te lentamente): agir com urgência, mas sem perder a prudência diante das transformações tecnológicas.
  • Sobre inteligência artificial, o ministro destacou que dados ajudam a tornar a Justiça mais eficiente, mas sistemas automatizados não substituem empatia nem responsabilidade moral; pediu cooperação entre plataformas, Legislativo, imprensa, academia e sociedade civil para combater desinformação.
  • Fachin também tratou da emergência climática como desafio intergeracional, citando Ailton Krenak, e ressaltou temas como racismo ambiental, proteção de biomas e direitos das gerações futuras, enfatizando a proteção de privacidade e da dignidade humana.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu o seminário A Justiça do Amanhã, realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (19/6). O encontro reuniu especialistas e acadêmicos para discutir o futuro do Judiciário.

Fachin afirmou que a Justiça não é um ponto de chegada, e sim uma direção coletiva que requer correções de imperfeições a cada geração. O objetivo é fortalecer um processo de aperfeiçoamento contínuo.

Ele ressaltou que o futuro não é distância, mas construção a partir das escolhas institucionais e tecnológicas do presente. A ideia é agir com urgência sem abrir mão da prudência, segundo o ministro.

Para ele, a imagem clássica da Justiça deve ganhar olhos abertos para realidades complexas e mão estendida para reconstruir convivência, em vez de aprofundar rupturas.

Sobre IA, Fachin distinguiu eficiência de dados da experiência humana. A tecnologia facilita processamento, organização de informações e precedentes, mas não compartilha sofrimento nem responsabilidade moral.

O ministro destacou a necessidade de combater desinformação e manipulação algorítmica por meio de colaboração entre plataformas, Legislativo, imprensa, academia e sociedade civil.

Outro tema central foi a emergência climática, descrita como a maior questão intergeracional. Fachin citou Ailton Krenak ao lembrar que a vida tem valor em si e não é apenas recurso a explorar.

Os tribunais já lidam com racismo ambiental, proteção de biomas e direitos de futuras gerações, exigindo que a Justiça olhe além de conflitos imediatos, para impactos de longo prazo.

A fraternidade foi apontada como fundamento ético para evitar que a igualdade vire abstração e a liberdade, privilégio. O discurso também reforçou a proteção de privacidade e dados como dignidade no século XXI.

Fachin encerrou dizendo que a autoridade da Justiça nasce da confiança da sociedade e que a mensagem às futuras gerações é manter a hospitalidade na vida pública, sem hostilidade.

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