- A deterioração da avaliação de Lula em Minas Gerais tem influenciado os planos para a eleição de 2026 e levado aliados de Kalil a defender uma candidatura de centro, longe da polarização de 2022.
- Integrantes do entorno do ex-prefeito de Belo Horizonte, que pode disputar o governo, dizem que a estratégia é evitar a polarização e buscar apoio de partidos de centro.
- O presidente nacional do PT, Edinho Silva, esteve duas vezes na casa de Kalil, mas não houve avanço em uma aproximação política.
- Os aliados apontam que associar Kalil a Lula pode dificultar a campanha no estado, citando a derrota de Kalil em 2022 para Romeu Zema, inclusive na capital, após a polarização com o PT.
- Pesquisas mostram queda de popularidade de Lula em Minas: Paraná Pesquisas (março) aponta desaprovação acima de cinquenta por cento; Real Time Big Data registra rejeição de quarenta e um por cento; outras sondagens também indicam desgaste regional.
A queda na popularidade de Lula em Minas Gerais influencia os cálculos para a eleição de 2026. Aliados de Alexandre Kalil afirmam que a estratégia atual é consolidar uma candidatura de centro e evitar a polarização vista em 2022. Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte pelo PDT, é apontado como possível candidato ao governo estadual.
O grupo próximo a Kalil sustenta que vincular o nome do presidente ao projeto local pode atrair custo político. Embora Kalil tenha mantido posição crítica à polarização, interlocutores relatam que conversas com o PT não geraram avanços concretos.
Fontes que acompanham o cenário destacam o desgaste de Lula em Minas. Pesquisas de março mostram desaprovação superior à aprovação entre a população mineira, com variações entre institutos que analisam o governo federal. Analistas apontam que a força do apoio presidencial pode não se traduzir em vitória para candidatos locais.
Desempenho de Lula e repercussões
A avaliação de março aponta que mais da metade dos mineiros desaprova a gestão do presidente, conforme levantamentos de institutos nacionais. Em paralelo, pesquisas locais indicam empate entre Lula e outros nomes com apoio semelhante, sugerindo que o cenário pode exigir estruturas próprias de campanha para cada candidatura.
Para analistas, o papel de Lula tende a reduzir-se ao longo da campanha, com a influência sobre a eleição estadual dependente das estratégias de candidatos individuais. A ideia é que o candidato a governador precise construir desempenho próprio, independentemente do padrinho nacional.
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