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Mortes por álcool ao volante caem, mas especialista aponta novos desafios

Queda de quase 20% em mortes no trânsito por álcool, mas especialistas alertam sobre novos desafios, com fiscalização mais ágil e maior conscientização

Guardas de trânsito fiscalizam veículos em uma via
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  • Houve queda de quase vinte por cento nas mortes no trânsito relacionadas ao consumo de álcool entre 2010 e 2024, segundo o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa, sigla explicada na primeira menção): foram Quinze mil mortes em 2010 e 13.075 em 2024.
  • No Dia Nacional da Lei Seca, dados mostram que a redução desacelerou desde 2020, quando ocorreram 11.600 mortes por álcool ao volante.
  • Mariana Thibes, coordenadora do Cisa, aponta que a Lei Seca manteve resultados consistentes, mas os desafios evoluíram e as fiscalizações precisam avançar.
  • A fiscalização deve enfrentar a percepção de normalização do consumo de álcool ao dirigir, além da recusa ao bafômetro e de liberação rápida de motoristas presos.
  • Padrões mostram mais acidentes nas madrugadas e fins de semana; 18 estados estão acima da média nacional, indicando necessidade de atuação mais intensiva nesses horários e de alternativas como transporte público noturno.

No Brasil, houve uma queda nas mortes no trânsito associadas ao consumo de álcool. O recuo é de quase 20% ao longo de 14 anos, segundo o Cisa. Em 2010 foram registradas 15 mil mortes; em 2024, 13.075. Em 2020, o pico recente foi de 11.600.

O Dia Nacional da Lei Seca é marcado pela divulgação dos dados e pela reflexão sobre os avanços da legislação. A redução das mortes desacelerou desde 2020, quando houve o maior decréscimo registrado no período.

Mariana Thibes, coordenadora do Cisa, afirma que a lei gerou resultados consistentes ao longo dos anos, mas enfrenta desafios mais complexos recentemente. Ela aponta necessidade de fiscalizações mais ágeis e eficazes.

Segundo a especialista, a conscientização continua essencial. Ainda há percepção de que beber e dirigir é comum, o que alimenta uma sensação de impunidade diante do bafômetro.

Casos de recusa ao teste do bafômetro preocupam autoridades. Thibes ressalta que a cultura de responsabilidade ao volante precisa prevalecer: a meta é zero álcool ao dirigir.

Padrões de ocorrências indicam maior risco em madrugadas e fins de semana, quando o consumo de álcool tende a aumentar. As fiscalizações devem priorizar esses horários.

Além disso, é fundamental ampliar opções de transporte público noturno e acessível, reduzindo a tentação de dirigir após o consumo.

Curiosamente, 18 estados estão acima da média nacional de mortes relacionadas ao uso de álcool no trânsito, apontando desigualdades regionais relevantes.

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