- A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, com Jaques Wagner (PT-BA) como alvo principal; a ação teve aval do ministro André Mendonça.
- Nos endereços do senador, foram encontrados US$ 55 mil e € 33,5 mil, somando quase R$ 480 mil.
- A decisão de Mendonça menciona supostos pagamentos, voos em jatinhos de empresas ligadas a Daniel Vorcaro e um apartamento em Salvador avaliado em quase R$ 2,5 milhões, em troca de atuação de Wagner no Congresso.
- A atuação mencionada envolve medidas como a emenda de Ciro Nogueira que elevaria o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito e a ampliação do limite do crédito consignado, beneficiando o Banco Master.
- Líderanças políticas defenderam Wagner; o governo, por sua vez, anunciou a convocação de delegados da Polícia Federal, o que pode impactar as investigações.
Na quinta-feira 18, a Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, com o alvo principal o senador Jaques Wagner (PT-BA). A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, no âmbito do caso Banco Master no STF. A ação surpreendeu até o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que acompanhava o presidente Lula na França.
A PF apreendeu em endereços ligados a Wagner US$ 55 mil e € 33,5 mil. A ordem de Mendonça cita supostos pagamentos, voos em jatos de empresas ligadas a Vorcaro e um apartamento em Salvador avaliados em quase R$ 2,5 milhões. Segundo divulgado, Wagner poderia ter atuado para favorecer o banco no Congresso.
Envolvidos e efeitos imediatos
Líderes do PT defenderam Wagner, entre eles Edinho Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enquanto a ala do partido discute se Wagner deve permanecer na liderança. O presidente Lula ainda não tratou publicamente do assunto em discurso recente.
Na Bahia, adversários de Wagner também são citados por vínculos com o Banco Master, o que deve influenciar o cenário eleitoral local. O governo não confirmou novas diretrizes, mas não descartou impactos políticos do desdobramento.
Outros nomes ligados ao caso
Documentos sigilosos levantados pela defesa apontam supostos privilégios de Ciro Nogueira, com viagem e hospedagem do presidente da Câmara, Hugo Motta, para eventos em Lisboa. Motta confirmou caronas e hospedagem, afirmando não ver crime, nem problema ético na prática.
O conjunto de envolvidos sugere um quadro ecumênico de favorecimentos, envolvendo integrantes de diferentes tradições políticas. A PF mantém apuração sobre as contrapartidas pretendidas e o alcance do esquema.
Caminho da investigação
A operação, que envolve o Banco Master, segue exigindo transparência e aprofundamento. O governo já convocou delegados da PF para reassentamento em outros órgãos, o que pode reduzir a atuação de apuração em parte do inquérito.
Diversos setores defendem continuidade das investigações com independência total, para elucidar quais benefícios teriam sido promovidos e por quem. A sociedade espera apuração completa e apuração de responsabilidades.
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