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Governo pretende resolver veto à carne brasileira até setembro, afirma Fávaro

Governo busca evitar veto da União Europeia às exportações de carne brasileira, prometendo cumprir exigências até 3 de setembro

O ex-ministro da Agricultura Carlos Fávaro atua dentro do governo para evitar que a União Europeia vete exportações de carne brasileira
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  • O governo federal pretende evitar o veto da União Europeia às exportações de carne brasileira, decretado em cinco de junho.
  • A solução deve ficar pronta até três de setembro, data em que a medida entra oficialmente em vigor.
  • O ex-ministro e senador Carlos Fávaro disse ter falado com o presidente Lula e com o atual ministro da Agricultura, André de Paula.
  • A União Europeia anunciou, em doze de maio, a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina e de frango, por não apresentar informações sobre antimicrobianos.
  • A cadeia produtiva já concordou em banir o uso de antimicrobianos; quanto aos probióticos, é uma questão técnica, e se for exigido pelo comprador, poderá ser retirado. O Brasil é reconhecido mundialmente pela sanidade animal.

O governo pretende evitar o veto da União Europeia às exportações de carne brasileira, oficializado em 5 de junho. A expectativa é resolver a questão até 3 de setembro, data em que a medida passa a vigorar oficialmente.

O ex-ministro e senador Carlos Fávaro (PSD-MT) afirmou que o Planalto trabalha para superar o obstáculo que afeta o setor exportador. Ele relatou conversas com o presidente e com o atual ministro da Agricultura, André de Paula, para encontrar uma solução.

Durante evento de inauguração da Ferrovia do Mato Grosso, em Dom Aquino (MT), Fávaro destacou que a cadeia produtiva brasileira já concordou com o banimento de antimicrobianos para crescimento animal, conforme exigência da UE. Alega ainda que a decisão europeia visa competir com o mercado interno.

Medidas em pauta e posição brasileira

Segundo Fávaro, a sugestão sobre o uso de probióticos é técnica e pode ser retirada, caso o comprador exija. Ele afirmou ter levado a proposta ao presidente Lula e que não vê entraves para alinhar as regras sanitárias entre Brasil e UE.

O ex-ministro reforçou que o Brasil possui reconhecimento internacional em sanidade animal pela OMSA e que a pecuária brasileira não negocia padrões; acredita que o país sustenta padrões elevados, o que dificulta barreiras sanitárias impostas por importadores.

O governo sustenta que a solução garantirá continuidade do acesso ao mercado europeu, preservando o desempenho das exportações de carne bovina e de frango. A UE já havia anunciado a exclusão do Brasil da lista de países autorizados.

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