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Ingressos do show de Jaques Wagner com Master e PCC geram controvérsia

João Carlos Mansur, operador financeiro, aparece em quatro apurações da PF, entre elas a aquisição de 63 mil em ingressos para Taylor Swift para Jaques Wagner

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e João Carlos Falbo Mansur - (Agência Senado/Reprodução)
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  • Decisão do Supremo Tribunal Federal cita João Carlos Mansur ao apontar que ele teria adquirido ingressos no valor de 63 mil reais para um show de Taylor Swift para Jaques Wagner e familiares, via a empresa Reag Investimentos.
  • Mansur é investigado na Operação Compliance Zero, ligada a fraudes do Banco Master, com suspeita de captação de recursos, aplicação em fundos e ocultação de patrimônio para Daniel Vorcaro e familiares.
  • O operador afastou-se da presidência da Reag em setembro, depois da instituição ser citada em operação relacionada ao Primeiro Comando da Capital, com irregularidades envolvendo distribuição de petróleo, lavagem de dinheiro em fundos e fintechs.
  • A investigação aponta que a Reag teria sido usada para criar fundos de investimentos destinados à aquisição de empresas e à blindagem do patrimônio de criminosos do PCC.
  • Em janeiro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag por graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional; Mansur tem ligações com Mohamad Mourad e Roberto Leme da Silva (Beto Louco).

Na decisão que autorizou busca na residência de Jaques Wagner, líder do governo no Senado, o ministro André Mendonça citou João Carlos Mansur, operador do mercado financeiro, em quatro pendências investigadas pela PF.

Mansur é apontado como quem comprou ingressos no valor de 63 mil reais para um show de Taylor Swift para Wagner e familiares. A aquisição teria sido solicitada a Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, que repassou os recursos.

A operação cita a possível participação da empresa Reag Investimentos na aquisição dos bilhetes, conforme apontado pelo ministro Mendonça. Mansur figura na investigação chamada Operação Compliance Zero.

O foco da apuração envolve fraudes associadas ao Master, com suspeitas de captação de recursos, aplicação em fundos e ocultação de patrimônio de Vorcaro e familiares. Mansur já aparece em outras situações ligadas a esse tema.

O operador se afastou da presidência da Reag em setembro, após a instituição ser mencionada em uma operação contra o PCC em São Paulo. A ação envolve irregularidades na distribuição de petróleo e lavagem de dinheiro com fundos de investimento e fintechs.

Segundo a investigação, a Reag seria usada para criar fundos de investimento que financiaram aquisição de empresas e blindagem de patrimônio de criminosos do PCC. Mansur também é ligado a empresários próximos a ele, Mohamad Mourad e Roberto Leme da Silva, o Beto Louco.

Em janeiro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag por graves violações às normas do SFN. A matéria de VEJA também associa a Reag a um caso de corrupção na Bahia envolvendo desvio de 48 milhões de reais para a compra de respiradores durante a pandemia.

Procurado, Mansur, por meio de assessoria, disse não ter nada a declarar.

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