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Fracasso do acordo com as Farc pode definir eleição na Colômbia

Fracasso do acordo com as Farc aumenta violência em Catatumbo, tornando a eleição central para definir políticas de segurança e combate às drogas

Os colombianos vão às urnas neste domingo para definir o novo presidente do país
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  • O acordo de paz de 2016 desarmou cerca de 13 mil combatentes das Farc, mas a violência persiste em Catatumbo, nordeste da Colômbia.
  • Dissidentes das Farc, o Exército de Libertação Nacional e outros grupos ampliaram atuação, controlam áreas remotas, impõem regras e cobram impostos do tráfico e de atividades ilegais.
  • A região registrou deslocamentos massivos e violência atualizada, com cerca de 100 mil moradores expulsos e mais de 160 assassinatos, incluindo de crianças.
  • A eleição presidencial passa a ser decidida pela forma de enfrentar a violência e o narcotráfico, com candidatos de esquerda e direita apresentando caminhos opostos; críticas à eficácia da Paz Total de Gustavo Petro.
  • O conflito envolve disputa por territórios, uso de drones e economia ilícita; a 33ª Frente das Farc e o ELN são protagonistas, e houve escalada após incidentes em 2025 que aumentaram o risco para civis.

Guerrilha, cocaína e assassinatos marcam a área de Catatumbo, na Colômbia, onde a promessa de paz falhou e a violência influencia a eleição presidencial. O recorte atual mostra guerrilhas dissidentes, tráfico de drogas e ataques que afetam civis.

O acordo de paz de 2016 desarmou cerca de 13 mil combatentes das Farc, mas não pôs fim ao conflito. Em Catatumbo, ao longo da fronteira com a Venezuela, opositores e ex-combatentes disputam território sob o fogo de drones e ações paramilitares.

A região, isolada e carente de Estado, vive com estradas de terra entre plantações de coca. Grupos armados impõem toques de recolher, controlam acessos e cobram tributos, alimentando um ciclo de violência que assusta a população local.

Interiorização da violência

A violência cresce fora das grandes cidades. Em Catatumbo, milhares fugiram ou foram deslocados por confrontos entre dissidentes das Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN). A corrida eleitoral passa a depender do curso do conflito.

Dados de direitos humanos apontam mais de 160 assassinatos, incluindo de crianças, desde o ano passado. O conflito deslocou cerca de 100 mil moradores da região, gerando uma crise humanitária em zonas remotas, com pouca presença estatal.

As dissidências das Farc, chamadas Frente 33, expandem sua atuação com controle de estradas, impostos a traficantes e outras atividades ilícitas. O ELN, grupo histórico, vê-se pressionado pela ofensiva e pela resposta militar.

Cena na linha de frente

Em Catatumbo, jovens guerrilheiros percorrem a região com armas pesadas. A maioria dos combatentes das Farc é jovem; muitos ingressaram ainda adolescentes. Enquanto cozinham em acampamentos, eles mantêm conectividade móvel para comunicação.

Relatos indicam que o recrutamento ocorre entre comunidades carentes, com promessas de disciplina e propósito revolucionário. Famílias de combatentes relatam perdas e dilemas, como a morte de parentes no fogo cruzado.

A violência também tem consequências pessoais: uma jovem, Daniela Rodríguez, perdeu o pai, membro do ELN, em confronto com a facção rivais. A história ilustra o impacto humano da disputa entre grupos armados na região.

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