- Renan Santos, do Missão (MBL), busca seguir o caminho de Milei, Espriella e Bukele, defendendo combate ao crime com valorização da polícia e do Exército.
- A campanha de Renan é marcada por atuação digital: lives com a base, apoio de programadores e estúdios de podcast.
- O Missão pretende lançar mais de mil candidatos neste ano, com propostas reunidas no Livro Amarelo, e afirma que há uma aliança entre esquerda e direita para perpetuar o poder.
- Em São Paulo, Renan abriu com dez por cento de intenções de voto, segundo o instituto Real Time Big Data; Kim Kataguiri pediu reeleição como deputado e sugeriu homenagear Dona Cláudia na primeira operação policial do novo governo.
- A esquerda ainda custa a levar o fenômeno a sério; o livro Novas Direitas analisa a relutância universitária em estudar grupos desse espectro.
O que aconteceu: Renan Santos, candidato do Missão, braço do MBL, surge como possível representante da nova direita brasileira. Ele disputa espaço nacional, com foco no eleitor jovem, apoiando uma linha de segurança pública fortalecida pela polícia e pelo Exército. A campanha tem atuação intensa nas redes e em conteúdos produzidos por equipe própria.
Quem está envolvido: Renan Santos e Kim Kataguiri aparecem como os nomes mais visíveis do movimento. Também são mencionados Abelardo de la Espriella, Milei e Bukele como referências ideológicas para o grupo. A atuação do Missão envolve centenas de candidatos, segundo o material de campanha denominado Livro Amarelo.
Quando e onde: A repercussão atual ocorre em 2026, com projeção de ações em várias capitais. Em São Paulo, recente pesquisa do Real Time Big Data apontou 10% de intenção de voto para Renan Santos, consolidando a hipótese de crescimento fora do eixo tradicional. Cobertura ocorreu após eventos de lançamento do grupo.
Como e por quê: A estratégia envolve comunicação digital com ampliação de debates e lives para conversar com a base. O objetivo é atrair votos conservadores, associando-se a figuras temidas pela oposição, como parte de um esforço de desidratar a direita tradicional e ampliar o apoio ao voto conservador.
Contexto da campanha
O Missão sustenta a ideia de que esquerda e direita operam de forma cúmplice para manter o poder, apresentando propostas reunidas no Livro Amarelo e oferecendo-se como alternativa destemida. A equipe destaca que a campanha privilegia transparência de propostas e interação com a base, especialmente entre jovens.
Dados e desdobramentos
O movimento tem utilizado o formato de produção em estúdios e podcast para ampliar alcance. Em paralelo, Kataguiri sinalizou foco em reeleição parlamentar e pediu que a primeira operação policial do novo governo fosse nomeada Dona Cláudia, em referência à mãe que o estimulou na adolescência.
Panorama acadêmico e imprensa
O debate sobre as novas direitas ganha espaço em lançamentos editoriais, como o livro sobre juventudes extremas. Analistas destacam a relutância de universidades em estudar esses grupos, defendendo abordagem mais rigorosa para compreender fenômenos de radicalização sem patologizar.
Reflexos eleitorais
Apesar do crescimento observado em pesquisas, a esquerda ainda tem resistência para tratar o fenômeno com seriedade. A cobertura midiática dos eventos do grupo aumenta a percepção de importância do tema, enquanto instituições analisam impactos de estratégias de comunicação digital na disputa.
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