- Primeiro dia do julgamento de policiais acusados de matar o empresário Antônio Vinícius Gritzbach terminou com bate-boca entre defesa e Ministério Público e ameaça de abandono do plenário no Fórum de Guarulhos.
- A defesa disse que o perito Leandro teve acesso prévio a pareceres sigilosos da defesa, chamando a situação de jogada processual para antecipar estratégias.
- O promotor chegou a sugerir que advogados estavam em sintonia com o “bando dos criminosos”, gerando protestos e interrupções na sessão.
- São julgados três PMs: Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva, este último apontado como motorista do veículo utilizado no crime.
- O júri prevê 21 testemunhas, leitura de peças, interrogatórios dos réus, debates entre acusação e defesa e, ao final, a leitura da sentença pelo juiz.
O primeiro dia do julgamento dos PMs acusados pela morte do empresário Antônio Vinícius Gritzbach ocorreu no Fórum de Guarulhos, com forte clima de tensão. Houve bate-boca entre defesa e Ministério Público e ameaças de abandono do plenário, no decorrer da oitiva.
A defesa chamou a atenção para suposto uso indevido de informações, ao alegar que o perito Leandro teve acesso prévio a documentos sigilosos da defesa. A acusação sustentou a legalidade do encontro, o que provocou novas ocorrências de atrito.
Acusados e acusação
No centro do processo estão três PMs apontados como participantes do crime, que resultou na morte de Gritzbach e do motorista Celso Araujo Sampaio de Novais. Denis Antonio Martins e Ruan Silva Rodrigues seriam autores dos disparos; Fernando Genauro da Silva é apontado como motorista do veículo utilizado.
Sobre o julgamento
O júri prevê ouvir 21 testemunhas, com nove de acusação, uma comum ao MP e ao réu Juan, e cinco de defesa de réus diferentes. O sorteo define os jurados que integram o Conselho de Sentença.
Desenvolvimento do júri
Após as leituras das peças processuais, os réus são interrogados. Em seguida vêm os debates entre acusação e defesa, com tempo variado conforme o número de réus. O juiz preside, com peso na dosimetria da pena, se houver condenação.
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