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Denúncias de violência digital contra mulheres sobem 188%

Violência digital contra mulheres sobe 188,6% no Ligue 180; governo reformula atendimento, capacita equipe e avança no Pacto Brasil, mas oito estados não aderiram

Márcia Lopes, ministra das Mulheres
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  • O Ligue 180 recebeu 16.725 denúncias de violência digital contra mulheres de janeiro a maio de 2026, ante 5.795 no mesmo período de 2025, uma alta de 188,6%.
  • A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ligou o aumento ao fortalecimento do canal durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • O governo reformulou o Ligue 180 para atender novas formas de violência digital, incluindo capacitação de atendentes para identificar e acolher esse tipo de ocorrência.
  • O treinamento começou em 9 de junho e terminou em 22 de junho, fazendo parte do Pacto Brasil entre os Três Poderes pelo Enfrentamento ao Feminicídio.
  • Ao todo, oito estados ainda não aderiram ao pacto: Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Amazonas, Espírito Santo e Goiás.

O número de denúncias de violência digital contra mulheres registradas pelo Ligue 180 aumentou 188,6% entre os primeiros five meses de 2025 e 2026. De janeiro a maio de 2025, o canal contabilizou 5.795 ocorrências; neste ano, foram 16.725.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, atribui o crescimento ao fortalecimento do Ligue 180 durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela destacou a melhoria da qualidade do serviço e a redução da subnotificação.

A prefeitura federal reformulou o atendimento para acompanhar novas formas de violência no ambiente digital. O treinamento das atendentes começou em 9 de junho e terminou nesta segunda-feira (22).

Alteração do Ligue 180

A ação faz parte do Pacto Brasil entre os Três Poderes pelo Enfrentamento ao Feminicídio. O objetivo é capacitar equipes para identificar e acolher ocorrências digitais com mais eficácia.

Progresso e adesões

Apesar dos avanços, oito estados ainda não aderiram ao Pacto Nacional de Combate ao Feminicídio, que facilita a troca de informações entre União e estados. Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Amazonas, Espírito Santo e Goiás não formalizaram adesão.

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