- O Disque 180 registrou aumento de 188,6% nas denúncias de violência digital nos primeiros cinco meses de 2026, de 5.795 para 16.725 ocorrências.
- O ambiente digital subiu da 7ª para a 5ª posição entre os locais com mais denúncias; houve capacitação das atendentes do serviço.
- A atualização do protocolo faz parte da campanha “O Digital é Nosso Lugar”, alinhada ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e aos decretos 12.975 e 12.976.
- Cerca de 30% dos atendimentos resultam em denúncias formais; em 2025, a central teve mais de 1 milhão de atendimentos.
- A capacitação abrange stalking, invasão de contas, divulgação não autorizada de imagens íntimas, chantagem online e uso de deepfakes, além de orientação sobre preservação de provas digitais e registro de boletim de ocorrência; casos de violência política de gênero também passaram a ser monitorados, especialmente em períodos eleitorais.
O Disque 180 registrou um aumento de 188,6% nas denúncias de violência contra mulheres em ambientes digitais nos primeiros cinco meses de 2026, em relação ao mesmo período de 2025. As ocorrências passaram de 5.795 para 16.725, conforme dados do Ministério das Mulheres.
A ampliação dos registros elevou o espaço digital à 5ª posição entre os lugares com maior concentração de denúncias no país, substituindo posições anteriores. O canal atribui a mudança à melhoria no registro e no acompanhamento das ocorrências, fruto de capacitação das atendentes.
A mudança no protocoloincluiu treinamento para reconhecer casos de perseguição virtual, invasão de contas, divulgação não autorizada de imagens íntimas, chantagem online e uso de inteligência artificial para criação de deepfakes. Também passou a orientar sobre preservação de provas digitais, uso de plataformas e registro de boletins de ocorrência.
As atendentes passaram a receber orientação sobre violência política de gênero e ataques em ambientes digitais, com foco especial em períodos eleitorais. Segundo o governo, ações foram implementadas para acompanhar o crescimento de conteúdos misóginos em comunidades digitais conhecidas como machosfera.
Cerca de 30% dos atendimentos do Disque 180 resultam em denúncias formais; o restante envolve pedidos de orientação sobre direitos, canais de atendimento e medidas de proteção. Em 2025, a central realizou mais de 1 milhão de atendimentos, com encaminhamentos para órgãos competentes, principalmente forças de segurança estaduais. O tempo médio de análise e encaminhamento é de 43 horas.
A ministra Márcia Lopes destacou a necessidade de avanços legais para enfrentar a misoginia e afirmou que a aprovação de um projeto de lei que criminaliza o tema permitiria incorporar a temática a políticas públicas e campanhas de mudança cultural.
Entre na conversa da comunidade