- Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, diz que fará nova reforma tributária se for eleito e pretende suspender a regulamentação da reforma atual para discutir um modelo com redução gradual da carga.
- Ele votou a favor da reforma no Congresso, mas afirma que o texto elevou a alíquota de consumo para quase 30% e criou exceções que prejudicam alguns setores.
- O senador critica a tributação sobre profissionais liberais, alegando que quase 30% do lucro seria taxado, além de 10% sobre o que exceder 50 mil para transferir recursos da pessoa jurídica para a pessoa física.
- Flávio afirma que o aumento de impostos pode estimular inadimplência e sonegação.
- Em discurso, afirmou que o Paraguai atrai empresas brasileiras por impostos mais baixos e energia barata, citando Haddad como responsável por migração de empresas, com mais de 200 transferidas para lá, e destacando melhores condições de investimentos no país vizinho.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, afirmou que, se eleito, vai propor uma nova reforma tributária. A ideia é suspender a regulamentação atual e trabalhar com uma redução gradual da carga de impostos ao longo dos anos. A declaração ocorreu durante o evento Indústria na Agenda dos Presidenciáveis, promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, nesta segunda (22.jun.2026).
Ele afirmou ter votado a favor da reforma no Congresso, mas disse que o texto vigente ficou com uma das maiores alíquotas sobre consumo do mundo, próximo de 30%. Segundo o senador, as exceções criadas no tramite elevaram a carga para setores específicos, prejudicando quem ficou dentro das regras.
Flávio Bolsonaro criticou a tributação sobre profissionais liberais, como médicos, advogados e dentistas, considerando-a excessiva. Em resumo, afirmou que a reforma atual taxaria quase 30% do lucro e ainda adicionaria 10% sobre o que exceder R$ 50 mil para a transferência de recursos entre pessoa jurídica e pessoa física.
Ele argumentou que o aumento de impostos pode estimular inadimplência e sonegação, ressaltando a necessidade de interromper a regulamentação para discutir um novo modelo de tributação. A proposta seria reduzir a carga tributária ao longo dos anos, com previsibilidade e ajuste fiscal.
Críticas à gestão econômica no Brasil
O senador também atacou a política econômica do governo atual, citando o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad. Segundo Flávio, Haddad teria contribuído para a migração de empresas para o Paraguai por causa da alta carga tributária e dos juros, sugerindo que o Paraguai oferece condições mais favoráveis aos investimentos.
Ele citou, ainda, que o Paraguai atrai empresas brasileiras em função de energia mais barata e maior segurança jurídica, avaliando esse cenário como o legado econômico do governo brasileiro. O destaque foi a comparação entre ambientes de negócios nos dois países para justificar a percepção de impacto tributário e regulatório.
Entre na conversa da comunidade