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Lula tem melhora na avaliação, mas saldo do governo segue negativo, Ipsos

Ipsos-Ipec aponta leve elevação da avaliação regular do governo Lula para 28%, com 32% de ótimo/bom, mas saldo continua negativo e confiança em 41%

Lula: pesquisa aponta pequena melhora na avaliação regular do governo
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  • A Ipsos-Ipec aponta leve melhora na avaliação regular do governo de Lula, de 24% para 28%, enquanto ótimo/bom permanece em 32% e ruim/péssima em 38%.
  • O saldo da gestão continua negativo, refletindo uma polarização de opiniões entre a população.
  • Sobre a confiança: 41% dizem confiar no presidente, 56% não confiam; 44% aprovam a maneira de governar, 50% desaprovam.
  • Na percepção econômica, o quadro permanece estável: 41% dizem que a situação está pior nos últimos seis meses, 25% veem melhoria e 30% veem o cenário igual.
  • A pesquisa foi realizada entre 13 e 17 de junho com 2 mil eleitores em 130 municípios, com margem de confiança de 95%.

A Ipsos-Ipec divulgou nesta segunda-feira, 22, dados sobre a avaliação do governo Lula. A pesquisa aponta leve melhora na avaliação regular da gestão, em comparação com março, mas indicadores negativos continuam predominantes. A margem de erro é de dois pontos.

Entre os que aprovam, 32% consideram a administração ótimo ou bom, queda de 1 ponto. A avaliação regular subiu 4 pontos, para 28%. A parcela que classifica como ruim ou péssima caiu de 40% para 38%.

O levantamento aponta um saldo ainda negativo do governo e reforça a polarização de opiniões, com fatores regionais e de perfil de eleitores influenciando as avaliações. Márcia Cavallari, head da Ipsos-Ipec, ressalta esse panorama estável de opiniões.

Desempenho por perfil e região

A avaliação positiva é maior entre quem votou em Lula em 2022 (62%), entre quem tem menor escolaridade (47%), no Nordeste (47%), em famílias com renda até um salário mínimo (41%) e em cidades com até 50 mil habitantes (39%).

A avaliação negativa é mais expressiva entre quem votou em Bolsonaro (74%), na faixa de renda familiar acima de cinco salários (54%), entre evangélicos (49%), com ensino superior (46%) e no Sudeste (44%).

Confiança e percepção econômica

A aprovação da forma de governar é de 44%, com estabilidade recente, enquanto 50% aprovam a desaprovação. A confiança no presidente é de 41%, ante 56% que não confiam, números estáveis. Cavallari aponta esse índice como desafio para credibilidade.

Sobre a economia, 41% veem quadro igual aos últimos seis meses, 25% dizem que está melhor e 34% afirmam que está pior (queda de 2 pontos para pior, e alta de 1 ponto para igual). O conjunto não mostra melhoria clara ou piora marcada.

A pesquisa foi realizada entre 13 e 17 de junho com 2 mil eleitores em 130 municípios, com nível de confiança de 95%.

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