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MG: palanque de Lula é usado para justificar impeachment de Dilma

PT de Minas avalia Gabriel Azevedo como palanque de Lula, enquanto críticos citam passado tucano e defesa de impeachment de Dilma

Gabriel Azevedo
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  • PT avalia apoiar Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, para dar palanque a Lula na disputa pelo governo de Minas Gerais.
  • Críticos de esquerda lembram o apoio de Azevedo ao impeachment de Dilma Rousseff em 2016; ele diz olhar para o futuro e citar oposição interna que sofreu no Legislativo municipal.
  • Azevedo enfatiza que Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, representa o futuro; vereadores do PT teriam votado duas vezes pela cassação do seu mandato.
  • O emedebista afirma ter redigido o pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro em 2018 e diz ter sido expulso do seu antigo partido por críticas a Bolsonaro.
  • Dentro do PT mineiro, há debate entre apoiar Azevedo ou lançar candidatura própria, com defensores da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, e receios entre filiados devido a embates passados.

Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, surge como opção para receber o palanque do PT em apoio a Lula na disputa pelo governo de Minas Gerais. O movimento é pautado por conversas internas que ressaltam o futuro político em detrimento do passado, com citações a Geraldo Alckmin.

Azevedo, filiado ao MDB, argumenta que o foco está no que vem pela frente. Ele lembrou que vereadores do PT na Câmara votaram pela abertura de cassação contra seu mandato em dois momentos. No tom da defesa, disse que não faz política pelo retrovisor e citou Juscelino Kubitscheck para justificar a postura.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, figura citada como referência do front político que pode sustentar o palanque. O histórico de críticas à gestão de Dilma Rousseff pelo setor que hoje o apoia é citado como parte do passado que precisa ser superado, segundo defensores da aproximação.

Sobre o impeachment de Dilma, aliados de Azevedo destacam que o tema foi tema de confronto político na Câmara Municipal de Belo Horizonte, em setembro de 2023. Bruno Pedralva e Pedro Patrus votaram pela abertura de processo contra ele, acompanhados de outros parlamentares.

Entre as peças do tabuleiro, o PT avaliou nomes para compor o palanque mineiro. O senador Rodrigo Pacheco, então deputado federal pelo MDB, chegou a constar entre as opções que votaram pelo impeachment de Dilma. A escolha, no entanto, depende de negociações internas.

Gabriel Azevedo também afirma ter atuado no pedido de impeachment de Jair Bolsonaro. O ex-presidente do Patriota, que depois se fundiu a outros partidos, foi alvo de críticas públicas do político, que diz ter sido expulso da legenda por essas posições.

No âmbito interno do PT de Minas, a eventual adesão de Azevedo divide opiniões. Parte do partido vê nele um aliado com capacidade de viabilizar alianças, enquanto outros apontam histórico de rupturas com aliados locais, incluindo Alexandre Kalil (PDT) e Marcelo Aro (PP).

Mesmo com resistência de alguns setores, há expectativa de que o posicionamento de Azevedo seja uma peça de custo-benefício político. Militantes afirmam, sob reserva, que a candidatura de Marília Campos, prefeita de Contagem, permanece como opção priorizada por parte do partido.

Avaliando o cenário, críticos e apoiadores concordam que a sinalização de Azevedo gera mobilização interna no PT mineiro. A decisão final ainda depende de alinhamentos institucionais, conversas com lideranças locais e decisões do diretório estadual.

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